O movimento islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza, classificou o ex-primeiro-ministro israelense Ariel Sharon, que morreu neste sábado aos 85 anos em Tel Aviv, de "criminoso".
"Sharon era um criminoso e um daqueles que causaram desgraças ao povo palestino", disse o porta-voz do Hamas em Gaza, Salah al-Bardawil.
Em um comunicado, o funcionário do partido islamita afirmou que "rezava a Alá para que Sharon e todos os dirigentes sionistas que cometeram massacres" contra os palestinos "fossem para o inferno".
Sharon morreu aos 85 anos após permanecer oito anos em um coma provocado por um derrame cerebral sofrido em 2006.
Figura política de destaque e premiado militar em Israel, a biografia de Sharon é repleta de episódios que os palestinos lembram com pesar, entre eles a massacre dos campos de refugiados de Sabra e Shatila, ambos no Líbano, em 1982.
Sharon foi considerado responsável indireto pelo massacre de palestinos nas mãos de falanges cristãs por não ter impedido a sua entrada nos campos. Os palestinos também lembram o confinamento de Yasser Arafat em Ramala no início da década passada.
"Quando o povo palestino lembra a Sharon, só lembra de dor sangue, tortura, deslocamentos e crimes. Ele é um grande criminoso e nunca sentiremos pena por sua morte", disse Bardawil.
Por enquanto não ocorreram celebrações nas ruas de Gaza, mas nas redes sociais os palestinos expressaram sua alegria pela morte do ex-líder israelense.
Veja a trajetória do ex-premiê israelense Ariel Sharon em fotos
O então primeiro-ministro de Israel sorri durante uma reunião com o Exército e forças policiais em uma base militar próxima a Jerusalém em 5 de janeiro de 2005. Ariel Sharon morreu em 11 de janeiro de 2014, aos 85 anos
Foto: NIR ELIAS / REUTERS
Sharon concede entrevista à imprensa durante uma coletiva em Tel Aviv, em 1 de dezembro de 2005
Foto: GIL COHEN MAGEN / REUTERS
O ex-premiê comparece a uma sessão do parlamento israelense em 23 de novembro de 2005
Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS
Ariel Sharon (esq.) e o então ministro das Finanças Benjamin Netanyahu participam de um encontro em 16 de janeiro de 2005
Foto: POOL / REUTERS
Sharon em reunião com o então presidente israelense Moshe Katsav in Jerusalém, em 21 de fevereiro de 2005
Foto: David Furst / REUTERS
Então primeiro-ministro, Ariel Sharon ouve convidados durante reunião em seu escritório em Jerusalém em 10 de outubro de 2005
Foto: RONEN ZVULUN / REUTERS
Ariel Sharon sorri enquanto discursa durante reunião semanal com autoridades em Jerusalém, nesta imagem de 2 de janeiro de 2005
Foto: POOL / REUTERS
O primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas (esq.), o presidente americano George W. Bush e Ariel Sharon caminham com o rei da Jordânia Abdullah II (dir.) após uma conferência em Aqaba em 4 de junho de 2003
Foto: ALI JAREKJI / REUTERS
Durante cerimônia em homenagem a mortos, Ariel Sharon comparece a memorial em Latrun, Israel, em 3 de outubro de 2002
Foto: DAVID SILVERMAN / REUTERS
Ariel Sharon (dir.) viaja em helicóptero ao lado do então governador do Texas George Bush (esq.) e Mike Leavitt, governador de Utah à época, em uma viagem sobrevoando territórios israelenses em 1 de dezembro de 1998
Foto: STRINGER / REUTERS
O ex-premiê israelense e o então ministro do Exterior Shimon Peres participam de cerimônia na Jordânia próximo à cidade portuária israelense de Eilat em 28 de fevereiro de 2002
Foto: NIR ELIAS / REUTERS
Mahmoud Abbas (esq.), então premiê palestino, e o israelense Ariel Sharon (dir.) se encontram para buscar uma solução para os conflitos na região em 1 de julho de 2003
Foto: GORAN TOMASEVIC / REUTERS
Ariel Sharon e seu filho, o então parlamentar Omri, participam de sessão política em 10 de novembro de 2004
Foto: GIL COHEN MAGEN / REUTERS
O então primeiro-ministro israelense sinaliza o fim de uma conferência em Tel Aviv em 10 de março de 2005
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