Babilônia deve recolocar Iraque no mapa do turismo internacional
A região da Babilônia guarda uma série de ruínas de civilizações antigas, como a cidade de Ur, capital dos Sumérios e os Jardins Suspensos - uma das sete maravilhas do mundo antigo. O projeto espera não somente restaurar a confiança do turismo no local, como também despertar a vontade e destacar a importância desta região na constituição da civilização ocidental, atraindo estudiosos e especialistas.
De acordo com Jeff Allen, membro da fundação World Monuments, que trabalha em conjunto com forças iraquianas para assegurar a preservação da região, a Babilônia tem uma importância não somente material, mas afetiva com os milhões de iraquianos. O local é citado no Velho e no Novo Testamento da Bílbia como a cidade que abrigava a Torre de Babel - que, segundo o Livro Sagrado, é o berço de todas as civilizações ocidentais.
A medida de exploração da Babilônia foi tomada pelo governo depois que mais de 160 turistas, de 16 países diferentes, visitaram o local entre 2009 e 2010. Para o porta-voz do ministério do turismo do Iraque, Abdul Zhara al-Talaqani, o número é alto se considerada a situação de risco e violência pela qual o país passa atualmente. "Este fato é um bom indicador de quão importante o turismo é no Iraque e quanto potencial ela possui para o futuro", falou à CNN.
Em 2011, o departamento de estado dos EUA deram ao governo local cerca de US$ 2 milhões para ajudar da restauração de estruturas danificadas por causa da invasão, em 2003. Mas o problema, para Allen, é mais profundo. Segundo ele, o local sobre com um nível de degradação elevado, com grande quantidade de água corrosiva debaixo de suas estruturas.
Al-Talaqani afirmou esperar, no entanto, que a Babilônia tenha um papel fundamental na recolocação do Iraque no mapa de turismo internacional. O primeiro passo já foi dado: dentro dos próximos meses, a cidade deve iniciar a construção de um aeroporto local.