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Anistia denuncia 'crimes contra a humanidade' em Aleppo

Ao menos 220 mil pessoas morreram na Síria desde o início do atual conflito, em março de 2011

4 mai 2015 22h48
| atualizado em 5/5/2015 às 11h11
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Mais de 220 mil pessoas morreram na Síria desde o início do conflito, em 2011
Mais de 220 mil pessoas morreram na Síria desde o início do conflito, em 2011
Foto: Hosam Katan / Reuters

As forças do regime sírio cometem "crimes contra a humanidade" com seus bombardeios indiscriminados à cidade de Aleppo, afirmou nesta terça-feira a Anistia Internacional, que criticou ainda os "crimes de guerra" cometidos pelos rebeldes.

Em um novo relatório, a ONG afirma que os contínuos ataques aéreos do regime sírio contra a antiga capital econômica do país obrigaram a população a "levar uma vida subterrânea".

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A cidade de Aleppo vive situação crítica - com população vivendo de maneira subterrânea e em péssimas condições
A cidade de Aleppo vive situação crítica - com população vivendo de maneira subterrânea e em péssimas condições
Foto: Hosam Katan / Reuters

"Algumas ações do governo em Aleppo equivalem a crimes contra a humanidade", afirmou a ONG, que condena "os terríveis crimes de guerra e outros abusos cometidos diariamente na cidade pelas forças governamentais e os grupos da oposição".

O relatório critica especialmente o uso de barris repletos de explosivos nos ataques da aviação do regime, que segundo a ONG matam de maneira indiscriminada.

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"Ao atacar de maneira deliberada e contínua os civis, o governo parece ter optado por uma política insensível de castigo coletivo contra a população civil de Aleppo", afirmou o responsável da Anistia para o Oriente Médio, Philip Luther.

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A ONG criticou ainda os grupos rebeldes em Aleppo, cidade dividida desde 2012 entre os insurgentes, no leste, e as forças do regime, no oeste.

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Segundo o relatório, os rebeldes cometeram "crimes de guerra" ao utilizar "armas imprecisas como morteiros e foguetes artesanais fabricados a partir de bujões de gás".

Projéteis disparados por rebeldes contra o setor oeste da cidade mataram mais de 600 civis em 2014, segundo a Anistia.

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No mesmo período, os barris carregados com explosivos mataram ao menos 3 mil civis na província de Aleppo, afirma a ONG.

O relatório destaca que diante da situação, vários hospitais e escolas criaram espaços nos subsolos ou em bunkers subterrâneos.

Ao menos 220 mil pessoas morreram na Síria desde o início do atual conflito, em março de 2011.

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