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Oriente Médio

115 deputados pedem a renúncia do presidente da Somália

Grupo apresentou um documento para exigir a renúncia de Hassan Sheikh Mohamud; segundo o porta-voz do Parlamento, manifesto acusa o presidente de "fracasso constitucional"

8 mai 2014 - 16h30
(atualizado às 16h31)
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<p>Presidente da Som&aacute;lia,&nbsp;Hassan Sheikh (&agrave; esquerda), encontra com o secret&aacute;rio de Estado dos EUA, John Kerry</p>
Presidente da Somália, Hassan Sheikh (à esquerda), encontra com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry
Foto: Reuters

Um grupo de 115 deputados apresentou nesta quinta-feira no Parlamento da Somália um documento para exigir a renúncia do presidente do país, Hassan Sheikh Mohamud, a quem consideram incapaz de controlar a segurança e a reconciliação.

O porta-voz do Parlamento, Mohammed Sheikh Osman, confirmou que recebeu o manifesto no qual se acusa o presidente de "fracasso constitucional".

"Vou utilizar meu papel constitucional para minimizar a crise política entre o presidente e os parlamentares", assegurou Mohammed Sheikh Osman.

Os deputados acusam o presidente, que assumiu o cargo em 2012, de ter fracassado nos campos da segurança, na reconciliação e no sistema de educação do país, assim como na criação de Forças do Exército Nacional para libertar o país dos militantes do grupo fundamentalista islâmico Al Shabab.

Al Shabab, que anunciou em fevereiro de 2012 sua união formal à rede terrorista Al Qaeda, combate a força multinacional da Missão da União Africana na Somália (AMISOM) e o exército somali para instaurar no país um Estado muçulmano de caráter radical wahhabista.

Este mesmo grupo armado atacou hoje o comboio no qual viajava o primeiro-ministro somali, Abdiweli Sheikh Ahmed, que saiu ileso.

Por sua parte, a ONU anunciou hoje uma ajuda adicional de US$ 7 milhões para consolidar a paz na Somália com o desenvolvimento de projetos de obras públicas, formação para funcionários locais e o apoio à sociedade civil no processo de consolidação da paz.

A Somália vive em um estado de guerra e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um governo efetivo e sob o poder de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e grupos de criminosos armados.

EFE   
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