Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

ONU prepara reestruturação histórica diante de crise orçamentária e cortes radicais em financiamento

A Organização das Nações Unidas (ONU) se prepara para a sua maior reforma estrutural em décadas, segundo um memorando interno que veio a público recentemente. O documento sugere uma reestruturação profunda da entidade, que enfrenta sérias dificuldades financeiras e um aumento constante de demandas globais.

5 mai 2025 - 12h54
Compartilhar
Exibir comentários

A Organização das Nações Unidas (ONU) se prepara para a sua maior reforma estrutural em décadas, segundo um memorando interno que veio a público recentemente. O documento sugere uma reestruturação profunda da entidade, que enfrenta sérias dificuldades financeiras e um aumento constante de demandas globais.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, participa por videoconferência de uma sessão na sede das Nações Unidas em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, participa por videoconferência de uma sessão na sede das Nações Unidas em Genebra, em 24 de fevereiro de 2025.
Foto: © SALVATORE DI NOLFI / AP / RFI

Carrie Nooten, correspondente da RFI em Nova York

A revelação gerou preocupação entre os funcionários das Nações Unidas, de Nova York a Genebra, onde 500 servidores chegaram a protestar na quinta-feira, 1º de maio, feriado no continente europeu tradicionalmente dedicado à luta pelos direitos dos trabalhadores.

Caso todas as medidas sejam aprovadas pelos 193 países membros da instituição, dezenas de agências da ONU serão reorganizadas em quatro grandes áreas: paz e segurança, ajuda humanitária, desenvolvimento sustentável e direitos humanos.

Entre as propostas está a unificação das operações do Programa Mundial de Alimentos, da Unicef, da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Alto Comissariado para Refugiados em uma única agência.

Ameaça direta à estabilidade da organização

O documento também alerta para a queda nas contribuições financeiras dos países membros, apontando esse fator como ameaça direta à estabilidade da organização. A administração do presidente Donald Trump, por exemplo, planeja cortar toda a contribuição dos Estados Unidos, o que representa cerca de 25% do orçamento total da ONU.

Enquanto o volume de trabalho aumenta — com o Conselho de Segurança ampliando o número de missões —, os recursos estão cada vez mais escassos. "Estamos muito preocupados", afirmou o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, em entrevista coletiva.

Ele explicou que o secretário-geral da entidade, António Guterres, tem tomado medidas para lidar com a crise de caixa, provocada principalmente pelo atraso ou inadimplência dos países contribuintes. "Guterres tem agido para manter o funcionamento da organização e proteger os empregos dos funcionários", completou.

Redução de milhares de postos de trabalho

Os efeitos das restrições orçamentárias já começaram a aparecer. O Escritório da ONU para Assuntos Humanitários (Ocha) anunciou o corte de 20% de seu pessoal. A Unicef também prevê redução de 20% no orçamento, e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima uma queda de 30%, o que pode resultar na perda de cerca de 6 mil postos de trabalho.

O plano de contenção de gastos também conta com a transferência de uma parte da sede das Nações Unidas para Nairóbi, no Quênia.

Apesar da urgência, nenhuma mudança poderá ser feita sem o aval dos países membros. O grupo de trabalho responsável pelas propostas deve apresentar novas sugestões nas próximas semanas.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar

Comentários

As opiniões expressas nos comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Terra.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra