ONU diz que mais de 1 milhão podem enfrentar insegurança alimentar no Líbano
Relatório apontou que situação humanitária 'permanece frágil e instável'
O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) informou que mais de 1,2 milhão de pessoas no Líbano estão correndo risco de enfrentar uma grave insegurança alimentar em decorrência dos recorrentes bombardeios de Israel.
Segundo a agência da Organização das Nações Unidas, a situação humanitária "permanece frágil e instável", apesar da prorrogação do cessar-fogo na região.
"A deterioração deve-se principalmente à escalada das hostilidades desde março, ao deslocamento em larga escala, à interrupção dos meios de subsistência e dos mercados e à expectativa de redução da ajuda humanitária", informou o Ocha.
O relatório acrescenta que ainda há alimentos disponíveis no país, mas "o preço acessível continua sendo o principal obstáculo, já que o aumento dos valores e a queda da renda seguem corroendo o poder de compra das famílias".
O documento também destaca que o acesso à água e aos serviços de saúde foi prejudicado pelos danos às estradas e à infraestrutura essencial do território libanês.
O Ministério da Saúde de Beirute informou que ao menos 20 pessoas morreram e 46 ficaram feridas em ataques israelenses nas últimas 24 horas, elevando o total para 2.679 mortos e 8.229 feridos desde o início da guerra, em 2 de março. .
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