ONU aponta grande aumento no número de pessoas executadas no Irã
As autoridades iranianas executaram pelo menos 841 pessoas até agora neste ano, marcando um grande aumento, disse o escritório de direitos humanos das Nações Unidas nesta sexta-feira.
Cem pessoas foram executadas em julho, mais do que o dobro do número de pessoas executadas em julho do ano passado, de acordo com o Escritório do Alto Comissariado de Direitos Humanos.
Entre elas estavam mulheres, cidadãos afegãos e minorias étnicas, como cidadãos baloch, curdos e árabes.
"O alto número de execuções indica um padrão sistemático de uso da pena de morte como ferramenta de intimidação do Estado e repressão de qualquer dissidência", afirmou a porta-voz da ONU Ravina Shamdasani a repórteres em Genebra.
Shamdasani disse que o ACNUDH observou que minorias étnicas e imigrantes são alvos desproporcionais no corredor da morte.
O Irã ignorou vários apelos para se juntar ao movimento mundial pela abolição da pena de morte, segundo Shamdasani.
Onze pessoas estão atualmente enfrentando execução iminente, seis das quais são acusadas de "rebelião armada", disse o ACNUDH. Cinco outras enfrentam a pena de morte por participação nos protestos de 2022.
O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, pediu ao Irã que suspenda temporariamente a execução da pena de morte como um passo para abolir completamente o uso da pena capital.