OMS pede à Rússia esclarecimentos sobre suspeita de 2º caso de pneumonia misteriosa
Organização disse ser fundamental que informações sejam compartilhadas
A OMS solicitou à Rússia esclarecimentos sobre relatos de um segundo caso de pneumonia de origem desconhecida, cobrando transparência para avaliar riscos à saúde pública. O caso ocorre após a morte de um funcionário de um laboratório antipeste na Sibéria, com suspeita inicial de peste pneumônica. Moscou negou a presença de patógenos de alto risco e classificou grande parte das notícias como falsas, enquanto a União Europeia debateu o incidente e também pediu informações confiáveis.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quarta-feira (7) ter solicitado à Rússia investigações sobre relatos de um segundo caso de pneumonia no país de origem desconhecida.
Em mensagem publicada nas redes sociais, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que "o compartilhamento oportuno, completo e transparente de informações é fundamental para esclarecer relatos conflitantes e permitir uma avaliação precisa dos potenciais riscos à saúde pública".
"A OMS solicitou mais informações para esclarecer a causa da pneumonia grave, o patógeno que motivou as medidas de saúde pública e as notícias veiculadas pela imprensa sobre um segundo funcionário com pneumonia de origem desconhecida", declarou Ghebreyesus.
Desde os primeiros relatos, a OMS acompanha as investigações sobre a morte de um funcionário do laboratório de um instituto antipeste em Irkutsk, na Sibéria. O paciente faleceu em 2 de outubro de 2026, após dar entrada no hospital com quadro de pneumonia grave.
As notícias iniciais sugeriam a suspeita de peste pneumônica decorrente de uma suposta exposição acidental no laboratório. As autoridades russas, por sua vez, afirmaram que nenhum caso recente de peste foi registrado na região e notificaram a OMS sobre o início de uma investigação epidemiológica.
Moscou reforçou ainda que nenhum patógeno de alto risco foi detectado nos exames dos contatos do paciente e que o monitoramento médico de todos os indivíduos mapeados já foi concluído.
"A imprensa está divulgando muitos relatos, e a grande maioria do que vem sendo noticiado sobre essa situação é informação falsa", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Paralelamente, o Comitê de Segurança Sanitária da União Europeia reuniu-se nesta quarta-feira para debater o incidente na Sibéria.
"Neste momento, não posso afirmar se estamos considerando medidas adicionais além daquelas já solicitadas à Rússia, para que forneça informações oportunas e transparentes sobre este incidente em um laboratório na Sibéria, pois acreditamos ser necessário obter resultados epidemiológicos e microbiológicos confiáveis", avaliou uma porta-voz da Comissão Europeia. .
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.