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Dois suspeitos são presos na França em operação internacional contra tráfico de imagens íntimas roubadas

Uma operação judicial na França e nos Estados Unidos permitiu o fechamento de três sites associados à plataforma NudeLeaksTeens (NLT), que vendia conteúdo íntimo roubado de mais de 17 mil mulheres, incluindo menores de idade, anunciou nesta quarta-feira (7) o Ministério Público de Paris. Dois irmãos, de 21 e 25 anos, foram detidos sob suspeita de serem "administradores" do dispositivo, informou o órgão em um comunicado. O nome NudeLeaksTeens pode ser traduzido como "vazamento de imagens íntimas de adolescentes".

7 out 2026 - 14h43
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Resumo
Uma operação conjunta entre a França e os Estados Unidos desarticulou a rede NudeLeaksTeens, acusada de traficar imagens íntimas roubadas de milhares de mulheres e menores de idade. Dois irmãos suspeitos de administrar a plataforma foram presos no norte francês, onde cerca de 700 mil euros em criptomoedas foram apreendidos. O esquema comercializava fotos obtidas por invasões e extorsão, expondo dados pessoais das vítimas e configurando crimes de pedopornografia e lavagem de dinheiro.

A Justiça da França e dos Estados Unidos fez uma operação conjunta contra o tráfico de conteúdo íntimo roubado ao fechar a plataforma NudeLeaksTeens, que teria feito milhares de vítimas em todo o mundo, incluindo menores de idade. As imagens íntimas eram obtidas por extorsão, invasão de contas em redes sociais ou trocadas entre predadores sexuais.

França e Estados Unidos realizaram operação para o fechamento de três sites associados à plataforma NudeLeaksTeens (NLT), que vendia conteúdo íntimo roubado de mais de 17 mil mulheres, incluindo menores de idade.
França e Estados Unidos realizaram operação para o fechamento de três sites associados à plataforma NudeLeaksTeens (NLT), que vendia conteúdo íntimo roubado de mais de 17 mil mulheres, incluindo menores de idade.
Foto: AFP / RFI

A operação levou à prisão, na terça-feira (6), no norte da França, de supostos administradores da plataforma, dois irmãos de 21 e 25 anos, informou a Promotoria de Paris.

A plataforma operava por meio de três sites diferentes e colocava à venda pacotes de conteúdo íntimo roubado, obtido por diversas formas, entre elas a invasão de contas em redes sociais, o grooming (quando um adulto atrai um menor pela internet com fins de exploração) e o revenge porn (divulgação não consentida de imagens íntimas por vingança).

Segundo a procuradora de Paris, Laure Beccuau, as vítimas eram mulheres de diferentes nacionalidades, algumas delas menores de idade.

Site recebia pagamento via criptomoedas

Os usuários do site eram incentivados, em troca de recompensas em criptomoedas, a fornecer informações sobre as vítimas. Cada uma era identificada pelo nome verdadeiro e catalogada conforme idade, local de residência, profissão e até uma nota de "beleza" de zero a dez.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou que a plataforma vendia diferentes "álbuns" e "coleções". Os conteúdos incluíam informações pessoais que permitiam identificar as vítimas, imagens de nudez e fotografias de atos sexuais. Os investigadores conseguiram identificar algumas vítimas e confirmar que eram menores de idade quando as imagens foram produzidas.

Uma das coleções anunciadas pelo site prometia conter cerca de 6.200 imagens íntimas de adultos e adolescentes, principalmente americanos, obtidas a partir de contas invadidas no Snapchat, Instagram, TikTok e Facebook. Segundo a Justiça americana, parte do material tinha caráter pedopornográfico.

"Por trás de cada conteúdo íntimo roubado e divulgado existe uma vítima. A impunidade na internet não é inevitável", afirmou no LinkedIn Johanna Brousse, chefe da seção de combate à cibercriminalidade da Promotoria de Paris, que coordenou a parte francesa da investigação.

A atividade parecia lucrativa. Nas buscas realizadas nas residências dos dois irmãos presos, os investigadores apreenderam cerca de € 700 mil em criptomoedas, incluindo Bitcoin, Litecoin, USDT e Ethereum.

A procuradora de Paris informou que vítimas francesas ou estrangeiras que tiveram imagens divulgadas na plataforma podem entrar em contato com a Unidade Nacional de Cibercriminalidade da Gendarmaria francesa.

Na França, a investigação apura suspeitas de posse e divulgação, em associação criminosa, de imagens pornográficas envolvendo menores, lavagem de dinheiro, fornecimento de plataforma online para fins ilícitos e violação da privacidade.

Os três sites fechados exibem agora uma página preta com um aviso em inglês e os logotipos das autoridades envolvidas na operação, entre elas o FBI e a Unidade Nacional de Cibercriminalidade da Polícia francesa.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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