Script = https://s1.trrsf.com/update-1780957527/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

OIT estabelece as primeiras normas globais para trabalhadores da economia gig

12 jun 2026 - 21h00
Compartilhar
Exibir comentários

A Organização Internacional do ‌Trabalho (OIT) aprovou nesta sexta-feira a adoção das primeiras normas trabalhistas vinculativas para trabalhadores da chamada economia gig em setores como transporte por aplicativo e entrega de comida, o que poderá garantir aos trabalhadores do setor direitos em matéria de remuneração, segurança e benefícios sociais.

As normas, no entanto, ainda precisam ser ratificadas pelos governos ⁠e, posteriormente, aplicadas. Os Estados Unidos, por exemplo, têm frequentemente se recusado a ‌ratificar as convenções da OIT e seu governo votou contra a convenção desta sexta-feira, enquanto países europeus têm se mostrado mais favoráveis.

Embora a convenção reconheça ‌que os trabalhadores de plataformas podem ser empregados ‌ou prestadores de serviços independentes, ela estabelece, pela primeira vez, um ⁠conjunto de proteções que se aplicam independentemente do status de emprego, incluindo medidas de segurança e saúde ocupacional, remuneração mínima e proteção contra demissão ou desativação injustificadas. No entanto, a forma como essas proteções serão aplicadas dependerá do status de emprego.

Um total de 406 membros, incluindo os governos da China, Japão, Alemanha, ‌França e África do Sul, votaram a favor da convenção sobre normas de ‌trabalho, enquanto oito, incluindo os ⁠Estados Unidos e ⁠a Nova Zelândia, votaram contra. Outros 36, incluindo o Reino Unido e a Índia, se ⁠abstiveram. Os membros da agência da ONU ‌incluem governos, empregadores e ‌trabalhadores.

O representante dos EUA, Lorenzo Riboni, disse aos delegados que os EUA não apoiavam uma convenção prescritiva e vinculativa em áreas da economia em rápida evolução.

"Isso é especialmente verdadeiro para a economia de plataforma, que abrange ⁠diversos setores, onde regras excessivamente rígidas impedem a inovação e prejudicam os trabalhadores que pretendem ajudar", disse Riboni.

O Banco Mundial estima que o número de trabalhadores da economia gig baseados em aplicativos em todo o mundo esteja entre 154 milhões e 435 milhões de pessoas.

Grupos de ‌direitos humanos, incluindo a Human Rights Watch e sindicatos, afirmam que a classificação generalizada dos trabalhadores como prestadores de serviços independentes permite que as empresas ⁠evitem pagar o salário mínimo e oferecer benefícios.

Um relatório da Human Rights Watch de 2025 constatou que os trabalhadores de plataformas dos EUA pesquisados ganhavam uma mediana de US$ 5,12 por hora após despesas, com a remuneração total ficando cerca de 30% abaixo do salário mínimo federal.

Amanda Brown, vice-presidente do Grupo de Trabalhadores da OIT, disse que o acordo foi um momento histórico para os trabalhadores de plataformas em todo o mundo e uma resposta a anos de abusos e exploração documentados.

"Pela primeira vez na história do direito internacional, as mulheres e os homens que movimentam nossas cidades, que limpam e cuidam de nossas casas... serão nomeados, reconhecidos e protegidos por uma norma internacional vinculativa", disse Brown aos delegados.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Meu Terra