Número de mortos por terremotos na Venezuela sobe para 1.943
ONU estima que aproximadamente 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas
O número de mortos em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela subiu para 1.943, segundo balanço divulgado na tarde desta terça-feira (30) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
Segundo os dados provisórios, a quantidade de feridos quase dobrou, e o país agora registra 10.571 casos em decorrência do desastre.
"O trabalho das equipes de resgate tem sido heroico. Estimamos que 30 mil pessoas viviam nas áreas mais atingidas, e 6.400 foram resgatadas pelas equipes", afirmou Rodríguez, destacando ainda que ao menos 19.861 pessoas teriam sobrevivido ao desastre com base em registros oficiais e depoimentos coletados.
De acordo com o balanço mais recente, cerca de 13,4 mil pessoas conseguiram se salvar por conta própria, enquanto 6.461 foram resgatadas diretamente pelas equipes de emergência.
A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que aproximadamente 50 mil pessoas ainda estejam desaparecidas.
As operações de busca e salvamento continuam em diversas regiões afetadas, enquanto o governo tenta ampliar abrigos temporários e a assistência humanitária aos sobreviventes.
O presidente da Assembleia Nacional também afirmou que foram registradas 689 réplicas desde o terremoto inicial, sendo 30 apenas ontem, embora a intensidade desses tremores secundários esteja diminuindo gradualmente.
"Continuamos a busca incansável por sobreviventes; hoje resgatamos uma criança de 3 anos", disse Rodríguez, acrescentando que, apesar da redução nas réplicas, "a ameaça não desapareceu".
Já em La Guaira, uma das áreas mais afetadas, a situação no necrotério improvisado de "Los Silos" reflete a dimensão da tragédia. Centenas de caixões e sacos de cal foram colocados no local, enquanto familiares enfrentam longas esperas para identificar vítimas por meio de registros fotográficos.
Profissionais de saúde atuam para conter riscos sanitários diante da alta concentração de corpos.
A tragédia provocou comoção na comunidade internacional. No Parlamento italiano, deputados de diferentes partidos manifestaram solidariedade ao povo venezuelano e reforçaram pedidos de apoio humanitário.
Parlamentares também destacaram a situação de cidadãos italianos detidos no país, pedindo que a crise não afaste a atenção sobre esses casos.
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