Número de mortos em terremoto na Colômbia passa de 200
Socorristas correm contra o tempo em busca de sobreviventes
Pelo menos 224 pessoas morreram no terremoto de magnitude 7.4 na escala Richter que atingiu a Colômbia na última segunda-feira (10) e provocou destruição em cidades como Cali, Pereira, Quibdó e Manizales.
O número se baseia em dados veiculados pelas autoridades locais e foi divulgado pela agência Reuters, mas as informações ainda são conflitantes.
O boletim mais recente da Asocapitales, entidade que reúne as administrações das principais metrópoles do país, contabiliza 181 óbitos apenas em capitais, sendo 95 em Cali (Valle del Cauca), 72 em Pereira (Risaralda), nove em Quibdó (Chocó) e cinco em Manizales (Caldas), e mais de 1,3 mil feridos.
O que é certo é que a cifra de mortes ainda está destinada a aumentar. Apenas as capitais somam seis aeroportos com operações suspensas devido a danos provocados pelo terremoto e 153 construções colapsadas, sendo 66 em Pereira, 56 em Cali, 17 em Manizales, nove em Quibdó e cinco em Armenia.
"Cali e Pereira apresentam a situação mais crítica, com estruturas colapsadas e pessoas presas [em escombros]", diz o comunicado da Asocapitales.
Em Pereira, socorristas trabalharam a noite inteira no escuro por causa de danos à rede elétrica, guiados sobretudo pelas vozes de pessoas soterradas em prédios destruídos. Para facilitar os resgates, os bombeiros pediram a civis e jornalistas que mantenham distância e silêncio máximo, de modo a permitir que eventuais sinais de sobreviventes sejam ouvidos.
O abalo sísmico foi registrado a cerca de 100 quilômetros de profundidade, o que evitou uma catástrofe ainda maior. "Se o mesmo terremoto tivesse ocorrido a 50 quilômetros de profundidade, a devastação teria sido quase apocalíptica", explicou Daniel Ruiz, professor de engenharia civil na Pontifícia Universidade Javeriana, em entrevista à emissora Blu Radio. .
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