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Norte-americanos confiam em vacinas e rejeitam agenda de Trump, mostra pesquisa Reuters/Ipsos

25 fev 2026 - 11h07
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Uma maioria bipartidária ‌de norte-americanos acredita que as vacinas são seguras e que as crianças devem recebê-las para frequentar a escola, de acordo com uma nova pesquisa Reuters/Ipsos, ilustrando os desafios que o governo do presidente Donald Trump enfrenta para obter amplo apoio para reverter décadas de política de saúde.

A pesquisa ⁠de seis dias, encerrada na segunda-feira, ocorre no momento em que o secretário ‌de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., levou o governo dos EUA a retirar as recomendações para várias imunizações infantis e aumentou o apoio ‌federal aos Estados que oferecem isenções às ‌exigências de vacinação, como para frequentar a escola.

Cerca de 84% dos ⁠entrevistados, incluindo 92% dos democratas e 81% dos republicanos, disseram que as vacinas contra doenças como sarampo, caxumba e rubéola são seguras para as crianças.

Setenta e quatro por cento disseram que o governo deveria exigir que crianças saudáveis fossem vacinadas para frequentar a escola, com 23% afirmando que crianças ‌não vacinadas deveriam ser permitidas nas escolas. Quase todos os Estados dos EUA ‌exigem a vacinação para ⁠a matrícula escolar, ⁠com algumas isenções limitadas.

PRESSÃO DE TRUMP

Trump abraçou muitas das prioridades de Kennedy e de ⁠seus apoiadores, organizados sob o movimento ‌Make America Healthy Again (Tornar a ‌América Saudável Novamente), que promove menos vacinas e uma alimentação mais saudável, entre outras políticas.

Especialistas em saúde pública afirmam que enfraquecer a obrigatoriedade de vacinação escolar resultaria em mais crianças adoecendo por doenças evitáveis.

"Ter ⁠exigências de vacinação mantém as escolas seguras, e sabemos que elas funcionam. Se forem revogados, veremos as taxas de vacinação caírem e, infelizmente, veremos crianças sofrendo", disse Sean O'Leary, presidente do Comitê de Doenças Infecciosas da Academia Americana de Pediatria.

As opiniões ‌sobre Kennedy, um ativista antivacina de longa data, variam de acordo com as linhas partidárias. No geral, cerca de 37% dos entrevistados disseram que ⁠o veem favoravelmente e 52% desfavoravelmente. Por filiação partidária, 72% dos republicanos o aprovaram, com apenas 12% dos democratas dizendo o mesmo.

A pesquisa mostra um apoio mais forte aos esforços federais para combater hábitos alimentares pouco saudáveis do que para reduzir o número de vacinas infantis recomendadas.

Dois terços dos entrevistados disseram que é uma boa ideia o governo fazer mais para desencorajar a alimentação não saudável, enquanto apenas 29% apoiaram a redução do número de vacinas recomendadas para crianças.

A pesquisa Reuters/Ipsos, realizada online, entrevistou 4.638 adultos norte-americanos em todo o país e teve uma margem de erro de dois pontos percentuais.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
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