Bill Gates se desculpa por relação com Epstein
'Errei, mas não fiz nada ilícito', disse fundador da Microsoft
O empresário e filantropo Bill Gates, fundador da Microsoft, se desculpou com os funcionários de sua fundação pelo envolvimento de seu nome no escândalo do pedófilo Jeffrey Epstein. Ele admitiu ter cometido erros, mas garantiu "não ter feito nada de ilícito".
"Não vi nada de ilícito [em minhas ações]", afirmou Gates durante uma reunião com a equipe, informou na terça-feira (24) o Wall Street Journal, que teve acesso às imagens do encontro. Em nota, um porta-voz do grupo filantrópico confirmou hoje o pedido de desculpas.
"Para ser claro: nunca passei tempo com as vítimas, com as mulheres que o circundavam [Epstein]", acrescentou.
Segundo o jornal, o fundador da Microsoft contou que se aproximou de Epstein em 2011, tendo como um dos objetivos captar recursos para a Fundação Gates. A relação entre eles começou mesmo após Epstein ter sido condenado, em 2008, por abuso sexual de menores. Na ocasião, o bilionário criminoso fez um acordo com a Justiça para abrandar a pena.
Gates confessou ter errado em passar tempo com o pedófilo e em ter levado funcionários de sua fundação para reuniões com Epstein.
"Peço desculpas às pessoas que foram envolvidas nisso por causa do erro que cometi", disse o empresário.
O nome de Gates aparece em diversos documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o caso Epstein, confirmando a relação entre eles.
Presidentes dos EUA, como Donald Trump e Bill Clinton, assim como o ex-príncipe britânico Andrew Mountbatten-Windsor e o ex-embaixador do Reino Unido Peter Mandelson, também estão presentes em diversos arquivos do escândalo.
Epstein foi preso em julho de 2019, após um novo magistrado declarar ilegal o acordo com a Justiça de anos atrás. Além de pedofilia, ele também foi acusado de tráfico sexual.
Em agosto daquele ano, Epstein morreu na prisão, enquanto aguardava por julgamento.