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Nepal precisará reconstruir milhares de casas; não há trégua nas buscas por desaparecidos

3 set 2026 - 08h28
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Resumo
Após o colapso de uma geleira na fronteira com a China, o Nepal contabiliza ao menos 1.252 mortos e mais de 4.200 desaparecidos. A enxurrada de lama e rochas destruiu vilarejos inteiros, exigindo a reconstrução de cerca de 20 mil casas em locais seguros. Equipes militares nepalesas e especialistas internacionais mantêm buscas intensas por sobreviventes presos sob escombros e túneis de hidrelétricas, além de centenas de estrangeiros, sem trégua nas operações de resgate.

O Nepal terá que reconstruir cerca de 20 mil casas nas áreas devastadas pelas enchentes, informaram autoridades nesta quinta-feira, enquanto equipes de resgate continuavam a procurar trabalhadores presos em túneis ligados a projetos hidrelétricos e milhares continuam desaparecidos após a catástrofe da semana passada.

Um colapso de geleira ocorrido em ⁠26 de agosto provocou uma enxurrada de gelo, rochas e lama que varreu ‌a região fronteiriça do país com a China, destruindo assentamentos e vilarejos e deixando poucas casas de pé e intactas.

"Nossas estimativas preliminares indicam que ‌7.500 casas foram completamente destruídas, seja levadas pela ‌correnteza ou soterradas sob escombros e lama", afirmou Dharma Raj Upreti, ⁠chefe da Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres, à Reuters.

Mesmo as casas que ainda estão de pé não estão habitáveis, disse Upreti, com as autoridades estimando que cerca de 20.000 casas terão que ser reconstruídas em locais diferentes e mais seguros.

Pelo menos 1.252 pessoas morreram no Nepal ‌na semana passada, quando casas, ruas e escolas em cidades e vilarejos próximos ‌à fronteira com o ⁠Tibete, na China, ⁠foram levadas pela enxurrada. Mais de 4.200 pessoas continuam desaparecidas e milhares de outras foram ⁠deslocadas.

A China estimou o número de ‌mortos no Tibete em 21, ‌com outras 541 pessoas listadas como desaparecidas.

PROSSEGUE A BUSCA PELOS DESAPARECIDOS

Mais de 9.300 soldados do Exército nepalês estão em campo nas áreas afetadas de Timure, em Rasuwa, Nuwakot, Dhading, Chitwan e Nawalparasi Oriental, coordenando as ⁠operações de busca e resgate dos feridos e auxiliando na gestão dos corpos, na remoção de bloqueios nas estradas e na prestação de atendimento médico de emergência, segundo comunicado do Exército divulgado na quinta-feira.

Uma estudante de medicina australiana, cujo parceiro desapareceu perto da ‌fronteira entre o Nepal e a China, pediu às empresas de tecnologia que se empenhem mais para ajudar a encontrá-lo e a outras pessoas vítimas ⁠do desastre, compartilhando dados de rastreamento que possam restringir as áreas de busca para as equipes de resgate.

Pelo menos 583 estrangeiros estavam desaparecidos devido às enchentes, informou o Nepal nesta quinta-feira, muitos deles peregrinos e trekkers.

Um oficial do Exército, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a se pronunciar à mídia, disse que as buscas continuavam com especialistas de Índia, Coreia do Sul e China em busca de pelo menos 900 sobreviventes que se acredita estarem presos nos túneis relacionados a projetos hidrelétricos.

"A operação de busca e resgate continuará enquanto houver qualquer esperança de encontrar sobreviventes. Mesmo que não haja sobreviventes, recuperaremos os corpos", declarou ele.

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