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Diretor do Festival de Veneza rechaça apelos para hastear bandeira palestina

Alberto Barbera disse que cobranças devem ser voltadas ao governo italiano

3 set 2026 - 08h35
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Resumo
Alberto Barbera, diretor do Festival de Veneza, rejeitou o pedido do coletivo Venice4Palestine para hastear a bandeira da Palestina no evento. Barbera explicou que a Bienal só exibe bandeiras de países reconhecidos pelo Estado italiano e defendeu que o festival mantém neutralidade política, focando na liberdade de expressão através dos filmes exibidos. O grupo, que reúne artistas como Annie Ernaux e Roger Waters, pede um posicionamento concreto e planeja protestos em Roma.

O diretor do Festival de Cinema de Veneza, Alberto Barbera, rechaçou nesta quinta-feira (3) os apelos de um coletivo de artistas para hastear a bandeira da Palestina no evento, que começou na última quarta (2) e vai até 12 de setembro.

    Segundo Barbera, "não há margem" para atender ao pedido, uma vez que a Bienal de Veneza, organizadora do festival, pode expor apenas os estandartes de "Estados reconhecidos pelo governo italiano".

    "O governo italiano é um dos poucos que ainda não reconheceram a Palestina, portanto a questão não deve ser dirigida a nós, mas ao Estado italiano", declarou o diretor em coletiva de imprensa à margem da mostra.

    "Quanto à nossa posição, a Bienal não faz declarações políticas, não toma partido diretamente, mas o faz através do trabalho que realiza, dos filmes que exibe, da defesa absoluta e rigorosa da liberdade de expressão e da criação de um espaço aberto a todos para discussão e debate", acrescentou.

    O apelo havia sido lançado pelo coletivo Venice4Palestine, que reúne trabalhadores e personalidades da cultura, incluindo a Nobel de Literatura Annie Ernaux, o músico Roger Waters, o cineasta Matteo Garrone e os atores Greta Scarano, Jasmine Trinca e Luigi Lo Cascio.

    Em um novo comunicado, o grupo pede para a Bienal de Veneza "ir além dos protocolos" e assumir "uma posição pública que se traduza em um gesto concreto". Em 9 de setembro, o coletivo deve promover uma manifestação diante da Câmara dos Deputados da Itália, em Roma, para cobrar solidariedade à Palestina.

    Um dos filmes na disputa pelo Leão de Ouro, "Naza", dos israelenses Yuval Abraham e Rachel Szor, aborda a guerra na Faixa de Gaza. O documentário investiga os sistemas usados pelo Exército de Israel para calcular as possíveis vítimas civis em ataques ao enclave palestino, devastado pelo conflito iniciado em outubro de 2023. .

Ansa - Brasil
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