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Navio com hantavírus chega a Roterdã; tripulação fica em quarentena e embarcação é desinfetada

18 mai 2026 - 11h19
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Um navio ‌de luxo no centro de um surto de hantavírus atracou na segunda-feira no porto holandês de Roterdã, onde as autoridades desembarcaram os 25 membros restantes da tripulação e dois profissionais de saúde e planejavam cremar uma mulher alemã que morreu.

Navio de cruzeiro MV Hondius chega ao porto de Roterdã
 18 de maio de 2026     REUTERS/Yves Herman
Navio de cruzeiro MV Hondius chega ao porto de Roterdã 18 de maio de 2026 REUTERS/Yves Herman
Foto: Reuters

O cruzeiro MV Hondius, de ⁠bandeira holandesa, seria desinfetado.

Ele estava transportando cerca de 150 passageiros e ‌tripulantes de 23 países quando um foco de doenças respiratórias graves foi relatado pela primeira vez à Organização Mundial da Saúde ‌em 2 de maio.

Três pessoas morreram. Os ‌corpos de um casal holandês foram repatriados, enquanto uma vítima ⁠alemã seria cremada na Holanda e suas cinzas seriam enviadas para casa.

Incluindo as três mortes, houve oito casos confirmados e dois prováveis a bordo, de acordo com a OMS.

O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas pode ser transmitido entre pessoas em casos raros ‌e após contato prolongado e próximo. A incubação pode durar cerca de ‌seis semanas.

Não há tratamento ⁠específico para ⁠a infecção.

O Instituto Nacional Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente (RIVM) disse que ⁠nenhuma das pessoas que saíram ‌do barco estava apresentando sintomas.

"Ao ‌chegarem a Roterdã, essas pessoas desembarcam de forma gradual e controlada", afirmou.

O MV Hondius chegou a Landtong, uma península estreita com cerca de 10 km de comprimento que faz parte do ⁠porto de Roterdã e fica longe de qualquer centro urbano. Vários trailers brancos foram montados em uma área próxima ao local onde o desembarque estava ocorrendo. Ambas as áreas foram cercadas.

A OMS afirma que a ameaça mais ‌ampla à saúde pública continua baixa e que não há comparação com a epidemia de Covid.

"Não há risco para Roterdã e nenhum ⁠risco nesse sentido", disse Tjalling Leenstra, chefe do centro de coordenação holandês para controle de doenças transmissíveis no RIVM.

Todas as pessoas expostas estão sendo monitoradas e colocadas em quarentena, acrescentou.

A embarcação, operada pela Oceanwide Expeditions, ficou encalhada ao largo de Cabo Verde, seu destino final previsto, no início deste mês, depois que as autoridades impediram os passageiros restantes de desembarcar.

A OMS e a UE pediram à Espanha que administrasse a retirada nas Ilhas Canárias, e, depois disso, o navio partiu para Roterdã com uma tripulação de 25 pessoas e mais dois membros da equipe médica.

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