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Mundo Árabe

União Africana expressa preocupação com crise egípcia

29 jan 2011 - 12h47
(atualizado às 14h48)
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A União Africana (UA) indicou neste sábado que está preocupada com a crise política no Egito, que já provocou pelo menos 48 mortes em cinco dias.

Na sexta, dia 28, o Egito viveu o dia de protestos mais violentos desde o início das manifestações contra o governo de Hosni Mubarak, que começaram na terça-feira. O prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, que tinha chegado ao país pouco antes, foi detido durante protesto e as autoridades declararam toque de recolher. Líderes internacionais foram a público pedir que o governo dialogasse com os manifestantes e evitasse mais violência
Na sexta, dia 28, o Egito viveu o dia de protestos mais violentos desde o início das manifestações contra o governo de Hosni Mubarak, que começaram na terça-feira. O prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, que tinha chegado ao país pouco antes, foi detido durante protesto e as autoridades declararam toque de recolher. Líderes internacionais foram a público pedir que o governo dialogasse com os manifestantes e evitasse mais violência
Foto: AFP

"O Egito está passando por uma situação que precisamos observar. É uma situação preocupante", declarou Jean Ping, chefe de comissão da UA. "Depois do que aconteceu na Tunísia, estamos acompanhando os eventos em todo lugar e estamos preocupados", destacou.

Segundo Ping, a revolta na Tunísia surpreendeu os dirigentes do bloco, que até então não haviam reagido oficialmente à queda do presidente Zine El Abidine Ben Ali. "Não previmos ou calculamos isto. Acho que ninguém, mesmo aqueles que tinham todos os meios de informação e estimativa, não poderiam ter previsto isto", afirmou.

Egípcios desafiam governo Mubarak

A onda de protestos dos egípcios contra o governo do presidente Hosni Mubarak, iniciados no dia 25 de janeiro, tomou nova dimensão na última sexta-feira. O governo havia tentado impedir a mobilização popular cortando o sinal da internet no país, mas a medida não surtiu efeito. No início do dia dia, dois mil egípcios participaram de uma oração com o líder oposicionista Mohama ElBaradei, que acabou sendo temporariamente detido e impedido de se manifestar.

Os protestos tomaram corpo, com dezenas de milhares de manifestantes saindo às ruas das principais cidades do país - Cairo, Alexandria e Suez. Mubarak enviou tanques às ruas e anunciou um toque de recolher, o qual acabou virtualmente ignorado pela população. Os confrontos com a polícia aumentaram, e a sede do governista Partido Nacional Democrático foi incendiada.

Já na madrugada de sábado (horário local), Mubarak fez um pronunciamento à nação no qual ele disse que não renunciaria, mas que um novo governo seria formado em busca de "reformas democráticas". Defendeu a repressão da polícia aos manifestantes e disse que existe uma linha muito tênue entre a liberdade e o caos. A declaração do líder egípcio foi seguida de um pronunciamento de Barack Obama, que pediu a Mubarak que fizesse valer sua promessa de democracia. O governo encabeçado por Ahmed Nazif confirmou sua renúncia na manhã de sábado.



AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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