Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo Árabe

Oposição no Iêmen pede que monarquias pressionem presidente

1 mai 2011 - 13h20
(atualizado às 14h35)
Compartilhar

A oposição iemenita expressou neste domingo seu desejo de que as monarquias do Golfo pressionem o presidente Ali Abddulah Saleh depois de sua recusa em assinar um plano para a saída da crise que implicava sua renúncia. "Os irmãos do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) têm duas possibilidades: pressionar a parte mais intransigente para fazer com que assine o plano ou tomar medidas contra essa parte ", declarou à Soltan al Atuani, membro do diretório do Fórum Comum, coalizão da oposição parlamentar.

13 de fevereiro - Jovens protestaram pelo segundo dia seguido no Iêmen
13 de fevereiro - Jovens protestaram pelo segundo dia seguido no Iêmen
Foto: AFP

Segundo ele, as monarquias do CCG "encabeçam os países que apóiam o presidente Saleh tanto política como financeiramente, e devem parar de acobertá-lo para levar em conta os interesses do povo iemenita".

Inicialmente, os ministros das Relações Exteriores do CCG deveriam se reunir neste domingo em Riad com o objetivo de assinar um acordo sobre a transição política no Iêmen, fruto da mediação de seus países. Mas o secretário-geral do CCG, Abdelatif al Zayani, que viajou no sábado a Sanaa, deixou o Iêmen sem conseguir que o presidente Saleh assinasse o acordo, uma condição prevista pelos mediadores e exigida pela oposição.

"Exigiremos a assinatura de Saleh em sua qualidade de presidente da república, como estipula o plano de saída da crise", elaborado pela CCG e aceito a princípio pelo regime e a oposição, segundo recordou Atuani. "Com sua recusa, o presidente Saleh quer levar o país a um ciclo de violência, mas não daremos essa oportunidade", acusou, apesar de acrescentar que os mediadores do CCG deveriam "se dar conta da gravidade dessa recusa, pois a estabilidade do Iêmen é a base da estabilidade de seus países".

O plano proposto pelas monarquias do Golfo, preocupadas com a instabilidade no Iêmen prevê a renúncia, com uma garantia de imunidade, do presidente Ali Abdullah Saleh, um mês depois da formação de um governo de reconciliação nacional pela oposição. O plano foi aprovado pela oposição e pelo partido no poder, o Congresso Popular Geral (CPG), mas nunca explicitamente por Saleh, que enfrenta uma crescente onda de contestação desde janeiro.

A oposição se nega a viajar para Riad até que o presidente assine o texto. O plano prevê que o documento tenha as assinaturas do presidente do país e da oposição. "Saleh está disposto a assinar o documento na qualidade de presidente do CPG, mas não como presidente da República", explicou Soltan al-Barakani.

No sábado, dois militares e quatro civis morreram em Adén, principal cidade do sul, em confrontos entre soldados e homens armados, segundo o Ministério da Defesa e fontes médicas. Aden, um dos focos dos protestos, ficou paralisada no sábado devido a uma greve geral.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra