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Morre pai de Meredith Kercher, jovem assassinada na Itália

John Kercher faleceu 3 semanas após suposta tentativa de roubo

7 fev 2020 - 09h18
(atualizado às 09h51)
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John Kercher, pai de Meredith Kercher, jovem britânica assassinada em Perúgia, na Itália, em novembro de 2007, morreu no último sábado (1º), aos 77 anos, três semanas após ter sofrido uma suposta tentativa de assalto.

John Kercher, pai de Meredith Kercher
John Kercher, pai de Meredith Kercher
Foto: Ansa / Ansa - Brasil

A notícia foi publicada nesta sexta (7) pelo tabloide britânico The Sun, um dos locais onde Kercher trabalhou em seus 40 anos de carreira como jornalista. Ele havia sido encontrado desacordado perto de sua casa, no bairro de Croydon, em Londres, com múltiplos ferimentos, incluindo fraturas em um braço e em uma perna.

Kercher chegou a recuperar a consciência no hospital, mas não conseguiu lembrar o que tinha acontecido. O caso ainda está sob investigação, mas a polícia suspeita que ele tenha sido vítima de uma tentativa de assalto e arrastado no asfalto pelos bandidos. Outra hipótese é a de atropelamento.

"Ele estava do outro lado da rua, na loja. Ele saiu, mas tinha bastante neblina naquele dia. De repente, várias pessoas saíram da loja, e ele estava no chão", disse ao Sun um vizinho que não quis se identificar.

Relembre

O homicídio de Meredith Kercher ocorreu em 1º de novembro de 2007, na cidade italiana de Perúgia, onde ela estudava e dividia uma casa com a americana Amanda Knox.

O corpo da jovem foi encontrado degolado, seminu e com uma série de feridas, e o caso logo chamou atenção pelas circunstâncias que o envolviam.

Ao lado do marfinense Rudy Guede, Knox e seu então namorado, o italiano Raffaele Sollecito, foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle - hipótese descartada posteriormente.

A beleza da americana também foi outro chamariz para o homicídio. Na Itália, ela ficou conhecida como "a diaba com rosto de anjo". O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação, tribunal supremo do país, anulou o processo por falhas na perícia.

No mesmo dia em que foi libertada, a americana voltou para a casa de sua família, em Seattle. No fim de 2013, a Corte de Cassação determinou a reabertura do caso, já que a inocência dela e de Sollecito não tinha sido comprovada, culminando em uma sentença condenatória do Tribunal de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.

Contudo a decisão foi novamente derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo. Já Guede foi condenado por ter invadido a casa e matado Kercher, mas ele alega que conhecia a britânica e que estava na residência a convite dela.

Segundo sua versão, o homicídio ocorreu enquanto ele estava no banheiro, após uma discussão entre Kercher e Knox. O marfinense é o único condenado em definitivo pelo assassinato. 

Ansa - Brasil
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