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Modelo ucraniana denuncia tortura por jovens russos após festa em Dubai: 'Disseram que eu pertencia a eles'

Maria Kovalchuk, de 20 anos, foi encontrada inconsciente com a coluna quebrada em um canteiro de obras

22 jul 2025 - 16h57
(atualizado às 18h25)
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Maria Kovalchuk aparece com cicatriz na testa em entrevista
Maria Kovalchuk aparece com cicatriz na testa em entrevista
Foto: Reprodução/Novosti

A modelo ucraniana e criadora de conteúdo adulto Maria Kovalchuk, de 20 anos, revelou ter sido brutalmente agredida por um grupo de jovens russos durante uma "festa" sexual realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Trata-se da primeira vez que a modelo fala sobre o incidente que a levou a ser encontrada com a coluna e os membros fraturados em um canteiro de obra.

Maria quebrou o silêncio em entrevista ao portal russo Novosti meses após ser encontrada inconsciente, em março. Segundo a jovem, ela foi deixada à beira da morte após fugir de um quarto de hotel onde foi mantida contra a vontade e torturada. As agressões teriam sido cometidas por filhos de empresários ricos da Rússia e da Ucrânia e não envolveram cidadãos locais, como foi especulado.

Durante uma semana, Maria permaneceu desaparecida. Ela foi encontrada em estado crítico, com a coluna vertebral quebrada, fraturas nos membros e inconsciente. Ela passou dias em coma antes de ser transferida para a Noruega, onde se recupera.

"Uso principalmente cadeira de rodas e muletas. Ainda tenho uma fratura na perna que está se recuperando. Estou aprendendo a andar com muletas novamente, mas, por enquanto, a cadeira de rodas é meu principal meio de locomoção", contou a jovem na entrevista.

Modelo ainda usa cadeira de rodas para se locomover
Modelo ainda usa cadeira de rodas para se locomover
Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com pessoas próximas à modelo, as agressões foram extremas. "Foram os russos que torturaram a Maria. Ela foi encontrada com a coluna, os braços e as pernas quebrados -e sem conseguir falar", declarou uma fonte ao portal russo,

O episódio começou quando Maria perdeu um voo para a Tailândia enquanto estava hospedada no hotel de luxo Five Jumeirah Village, em Dubai. Ela foi abordada por um jovem de 19 anos que havia conhecido em um karaokê. O rapaz ofereceu hospedagem e disse que seu pai poderia disponibilizar um jato particular para levá-la ao destino planejado. Maria aceitou, mas relata que a proposta rapidamente se revelou uma isca.

"Eles começaram a me provocar, perguntando por que eu não estava bebendo", relembra. "Depois vieram os empurrões agressivos, como empurrar pelos ombros. Depois começaram a zombar de mim, dizendo 'você é nossa, vamos fazer o que quisermos'".

Segundo a modelo, os homens quebraram garrafas de vidro no chão para impedir a saída dela, que estava descalça, e tomaram seu passaporte. Eles também insinuaram que esperavam relações sexuais com ela. Diante da recusa, a situação escalou. 

"Eu não correspondi, e essa agressividade só aumentava".

Em desespero, Maria tentou fugir. Ela correu até uma obra próxima e se escondeu. "Fugi... Corri para o prédio mais próximo, assustada, entrei e me escondi. Era apenas uma construção inacabada, aberta." Os jovens teriam a encontrado, espancado e a jogado de uma parte elevada da obra.

Foi nesse local que o motorista a encontrou ferida, vestida apenas com um roupão de hotel, em março.

Maria foi hospitalizada em estado grave e induzida ao coma. Após dias inconsciente, começou um longo processo de recuperação. A jovem também denuncia que todas as imagens das câmeras de segurança que poderiam comprovar o que aconteceu foram excluídas. "A polícia esperou até que as câmeras fossem apagadas automaticamente. Agora não há evidências", disse.

De acordo com a versão apresentada pelas autoridades locais, os suspeitos chegaram a ser detidos, mas foram liberados no dia seguinte. O caso foi encerrado, segundo a imprensa russa. "Eles agora alegam em seus depoimentos que tentaram encontrar e ajudar Maria e que ela mesmo pediu para ir à festa", disse a mãe da modelo, Anna.

Ainda segundo a mãe, os altos custos do tratamento médico de Maria, avaliados em milhões, foram arcados pelas autoridades locais. "Não sei quanto pagaram - a quantia foi colossal", revelou.

O site ainda relatou que, em troca do pagamento das despesas hospitalares, foi solicitado à jovem que não fizesse declarações que pudessem colocar as autoridades do Emirado em uma posição negativa.

Fonte: Redação Terra
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