Missão italiana no Brasil e na Argentina prevê mais de 1,3 mil reuniões
Delegação inclui cerca de 100 empresas do país europeu
Uma missão empresarial italiana com cerca de 100 companhias e ministros de Estado cumpre agenda no Brasil e na Argentina para realizar mais de 1,3 mil reuniões de negócios. Pioneira na Europa após o acordo UE-Mercosul, a iniciativa coordenada pela Confindustria e pela agência ICE busca integrar cadeias produtivas locais, disputar licitações e investir em infraestrutura, com foco em setores estratégicos como transição energética, agronegócio, mineração, maquinário e tecnologia.
A missão empresarial italiana organizada pela confederação de industriais Confindustria e pela agência de promoção de exportações ICE na Argentina e no Brasil prevê a realização de mais de 1,3 mil reuniões de negócios entre as cerca de 100 companhias participantes e potenciais parceiros do Mercosul.
A primeira etapa começa nesta segunda-feira (7), em Buenos Aires, e a comitiva segue depois para São Paulo, a partir de 9 de setembro.
"Somos o primeiro país europeu a organizar uma missão de sistema tão ampla após o acordo UE-Mercosul. Fomos tempestivos, graças à visão do presidente da Confindustria, Emanuele Orsini, de começar a nos reposicionar nesta nova fase, nesta nova temporada que se abre", afirmou o diretor-geral da ICE, Lorenzo Galanti.
Segundo ele, a Itália está dando na Argentina e no Brasil "um sinal forte de presença coordenada". A delegação inclui os ministros das Relações Exteriores, Antonio Tajani, e da Educação, Giuseppe Valditara, além dos entes de fomento e investimentos Sace, Simest e CDP, câmaras de comércio e associações empresariais.
"Todos juntos, mostrando grande atenção às oportunidades que derivam deste mercado", disse Galanti. Na Argentina, o foco é aproveitar as oportunidades abertas pela expansão do setor de energia, pelas reformas econômicas e pelo próprio acordo comercial Mercosul UE.
"O objetivo não é simplesmente exportar mais. É entrar nas cadeias produtivas, participar das licitações e do desenvolvimento de infraestrutura deste país. É uma meta muito ambiciosa", reconheceu Galanti.
Já a vice-presidente da Confindustria para exportação e atração de investimentos, Barbara Cimmino, destacou que as empresas italianas "se candidatam a ser parceiras muito eficazes, dinâmicas e velozes" no bloco sul-americano.
"Neste momento histórico de reconfiguração econômica do comércio, a questão dos acordos de livre comércio é uma prioridade absoluta para a Itália e a Europa", declarou a dirigente, que esteve no Uruguai na semana passada.
Os setores prioritários definidos pela Confindustria incluem transição energética, máquinas e equipamentos, indústria farmacêutica e médica, agroalimentar, tecnologias digitais e mineração. "Esta missão marca uma mudança real de uma fase política, que foi necessária até maio de 2026, quando o acordo UE-Mercosul entrou em vigor, para uma etapa decididamente operacional", salientou.
Cimmino também destacou o peso da comunidade de origem italiana na Argentina. "Mais de 40% da população argentina tem origem italiana. É uma vantagem competitiva nas nossas relações com este país. Agora, esse vínculo precisa se transformar em poder estratégico: passar da narrativa à fase operacional", ressaltou. .
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