Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Prefeitura de Crans-Montana, na Suíça, sabia de risco de incêndio em bar

Tragédia na virada de ano matou 41 pessoas, incluindo 6 italianos

7 set 2026 - 12h05
(atualizado às 13h17)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Documentos revelam que a prefeitura de Crans-Montana, na Suíça, e os donos do bar Le Constellation sabiam do risco de incêndio na espuma acústica do teto anos antes da tragédia que matou 41 pessoas e feriu 115 na virada do ano. Um alerta enviado por uma ex-vereadora, agora investigada, e mensagens da proprietária confirmam a ciência do perigo, causado por velas pirotécnicas. Familiares denunciam negligência, enquanto autoridades suíças e italianas apuram a omissão de fiscalizações municipais.

A prefeitura de Crans-Montana, na Suíça, sabia que a espuma de isolamento acústico usada no teto do bar Le Constellation poderia pegar fogo.

Interior de bar incendiado em Crans-Montana, na Suíça
Interior de bar incendiado em Crans-Montana, na Suíça
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A revelação, publicada pelo jornal suíço Tages-Anzeiger e repercutida nesta segunda-feira (7) pela imprensa italiana, vem de um e-mail enviado por Rose-Marie Clavien, ex-vereadora responsável pela área de construção civil entre 2017 e 2024.

No documento, Clavien alertava as autoridades locais sobre o perigo do material que revestia o teto da casa noturna. A ex-vereadora é a 17ª investigada no inquérito sobre o incêndio ocorrido na virada do ano, que matou 41 pessoas, incluindo seis adolescentes italianos, e deixou 115 feridos.

Em interrogatório no último dia 28 de agosto, ela se recusou a responder sobre esse ponto, exercendo o direito ao silêncio. A proprietária do estabelecimento, Jessica Moretti, também tinha conhecimento do risco. Em uma mensagem enviada a funcionários em dezembro de 2019, ela recomendava cuidado com o uso de velas pirotécnicas, alertando que elas poderiam incendiar o revestimento do teto. Foi exatamente isso que aconteceu seis anos depois, provocando a tragédia.

Andrea Costanzo, pai de Chiara, de 16 anos, uma das vítimas italianas do incêndio, disse à ANSA que a notícia o deixou "sem palavras". "Se a prefeitura foi informada do risco de que aquela espuma poderia se incendiar, é dever jogar plena luz sobre o que aconteceu e, sobretudo, entender por que o perigo não foi enfrentado e evitado", declarou.

Costanzo ressaltou que Chiara e os outros mortos "não podem mais voltar", mas que as famílias têm direito de "saber a verdade". Valentino Giola, pai de Giuseppe, um dos italianos sobreviventes, afirmou à ANSA que a revelação "corrobora" a suspeita de negligência. "Agora surge um documento que atesta que havia riscos fundados", salientou.

Os proprietários do bar Le Constellation, Jacques e Jessica Moretti, são investigados pelo Ministério Público de Sion como suspeitos de responsabilidade pela tragédia, assim como antigos e atuais dirigentes do município de Crans-Montana, que não teriam feito as inspeções necessárias no estabelecimento.

Paralelamente, o Ministério Público de Roma também realiza um inquérito sobre as causas do incêndio.  

Ansa - Brasil
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra