Ministro representará Itália em 1ª reunião de Conselho de Paz de Trump
Tajani reiterou que o país será apenas 'observador' no organismo
O vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, confirmou que participará da primeira reunião do assim chamado "Conselho de Paz" do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para a Faixa de Gaza, porém reiterou que o país será apenas "observador".
"Eu irei a Washington representar a Itália como observadora nessa primeira reunião do Conselho de Paz, para estarmos presentes no momento em que se fala e se toma decisões para a reconstrução de Gaza e o futuro da Palestina", declarou Tajani nesta quarta-feira (18).
"A Itália é protagonista na área do Mediterrâneo, e não podemos não ser parte de uma estratégia que deve nos ter na primeira linha. Nós devemos fazer aquilo que sempre fizemos para a construção da paz e para a estabilidade de toda a área do Oriente Médio", acrescentou.
Segundo o ministro, trata-se de uma escolha política que "respeita a Constituição da República". A reunião inaugural do colegiado será nesta quinta (19).
Inicialmente, a Itália havia sido convidada para integrar o Conselho de Paz como membro fundador, porém a premiê Giorgia Meloni hesitou em aderir à iniciativa diante de possíveis incompatibilidades com a Constituição, que proíbe a concessão de pedaços da soberania nacional sem condições de igualdade com outros Estados.
O país será o único membro do G7 e da Europa Ocidental a participar da iniciativa, ainda que como "observador". O Conselho de Paz tem como objetivo monitorar a governança e a reconstrução da Faixa de Gaza, porém, segundo a Casa Branca, também pode se estender a outros locais de conflito, o que levantou preocupações de que Trump estaria tentando criar uma espécie de ONU paralela.
O magnata republicano será presidente vitalício desse colegiado, com poder de veto, e os EUA têm pedido uma contribuição de US$ 1 bilhão para um país ter direito de ser membro permanente do organismo.