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Ministro italiano chama Espanha de 'nação irmã' após crise

Matteo Piantedosi argumentou que Madri enfrenta 'desafios semelhantes'

21 ago 2026 - 16h02
(atualizado às 16h26)
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Resumo
Após a crise migratória em Ceuta levar Itália e Espanha a suspenderem temporariamente o Acordo de Schengen e reimporem controles de fronteira mútuos, o ministro do Interior italiano, Matteo Piantedosi, classificou a Espanha como "nação irmã" e ofereceu total cooperação para normalizar a situação o quanto antes. Paralelamente, a primeira-ministra Giorgia Meloni rejeitou as críticas da oposição de que a política migratória do governo teria fracassado frente à União Europeia.

O ministro do Interior da Itália, Matteo Piantedosi, afirmou que a Espanha é uma "nação irmã" e destacou que a expectativa é que a situação se normalize o mais breve possível, especialmente após a crise migratória em Ceuta.

Matteo Piantedosi argumentou que Madri enfrenta 'desafios semelhantes'
Matteo Piantedosi argumentou que Madri enfrenta 'desafios semelhantes'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni suspendeu, por um mês, a aplicação do Acordo de Schengen com Madri, reintroduzindo o controle de passaportes nas fronteiras aéreas e marítimas. A tensão aumentou depois que a Espanha também decidiu impor controles aos viajantes procedentes da Itália até o próximo dia 7 de setembro.

"Um evento crítico ocorreu em Ceuta, expondo a Espanha a uma grave ameaça relacionada à imigração e à segurança. A reintrodução temporária dos controles de fronteira tornou-se necessária devido a perigos objetivos que, infelizmente, ainda são evidentes para todos. A esperança é que as circunstâncias que estão por trás dessa medida deixem de existir o mais breve possível", declarou Piantedosi, em entrevista à ANSA.

O político italiano definiu a Espanha como uma "nação irmã" e lembrou que ela é um "país amigo que enfrenta desafios semelhantes aos que a própria Itália precisa enfrentar".

"Nesse aspecto, jamais deixaremos de oferecer todo o apoio possível e nossa total cooperação", garantiu.

Paralelamente, Meloni rejeitou a afirmação da opositora Elly Schlein, líder do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, de que a política do governo para migrantes teria se tornado um "bumerangue" após vários países da União Europeia anunciarem o envio de migrantes de volta à Itália. .

Ansa - Brasil
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