Carolyn Birkett, da Guiana, lidera votação informal para cargo de secretário-geral da ONU
Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, assumiu a liderança na segunda votação informal do Conselho de Segurança para o cargo de próximo secretário-geral da ONU, superando a costa-riquenha Rebeca Grynspan e o argentino Rafael Grossi. Ao todo, oito candidatos concorrem à sucessão de António Guterres, que encerra seu mandato no fim do ano. O futuro líder terá o desafio de reformar a burocracia da organização e revitalizar a entidade em meio a um cenário de crise e prestígio em declínio.
Uma votação informal realizada nesta sexta-feira colocou Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, com uma vantagem mínima na disputa para se tornar a próxima secretária-geral da ONU, segundo diplomatas e outras fontes próximas ao processo.
A votação entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU foi a segunda "votação indicativa" desse tipo, depois que uma primeira rodada no mês passado mostrou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como preferida.
A nova votação mostrou o argentino Rafael Grossi, chefe da agência nuclear da ONU, novamente em terceiro lugar.
Nestas votações indicativas, das quais são esperadas várias rodadas, os membros do Conselho de Segurança são questionados, por meio de cédulas secretas, se "apoiam", "não apoiam" ou "não têm opinião" sobre os candidatos.
Na votação desta sexta-feira, Birkett obteve oito votos de apoio — um a menos que da última vez —, três de rejeição e quatro de "sem opinião".
Grynspan obteve sete votos de apoio, contra 10 na última vez, quatro de rejeição e quatro de "sem opinião".
Grossi se manteve com sete votos a favor, mas recebeu seis votos contra — em comparação com dois na última vez — e dois de "sem opinião".
Oito candidatos disputam a sucessão de António Guterres, que deixa o cargo no final do ano após dois mandatos de cinco anos.
Seu sucessor terá a tarefa de revitalizar uma organização em crise, com prestígio em declínio e sob pressão para reformar ainda mais o que os críticos consideram uma burocracia inchada e onerosa.
A diplomata equatoriana Ivonne Baki, que só entrou na disputa nesta semana e que alegou anteriormente o apoio dos EUA, reconhecendo publicamente sua amizade com o presidente Donald Trump, obteve zero votos favoráveis, oito contra e sete sem opinião.
Nas primeiras rodadas das votações indicativas, são utilizadas cédulas idênticas, permitindo que os diplomatas avaliem os níveis gerais de apoio e oposição sem revelar se os votos negativos vieram de um dos cinco membros permanentes do Conselho com direito a veto - China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos -, cujo apoio é vital.
Em uma fase posterior, os cinco membros permanentes utilizam cédulas de cor diferente que revelam se um candidato recebeu um voto de "rejeição" de um deles.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.