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Carolyn Birkett, da Guiana, lidera votação informal para cargo de secretário-geral da ONU

21 ago 2026 - 15h59
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Resumo
Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, assumiu a liderança na segunda votação informal do Conselho de Segurança para o cargo de próximo secretário-geral da ONU, superando a costa-riquenha Rebeca Grynspan e o argentino Rafael Grossi. Ao todo, oito candidatos concorrem à sucessão de António Guterres, que encerra seu mandato no fim do ano. O futuro líder terá o desafio de reformar a burocracia da organização e revitalizar a entidade em meio a um cenário de crise e prestígio em declínio.

Uma votação informal realizada nesta sexta-feira ‌colocou Carolyn Rodrigues Birkett, da Guiana, com uma vantagem mínima na disputa para se tornar a próxima secretária-geral da ONU, segundo diplomatas e outras fontes próximas ao processo.

A votação entre os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU foi a ⁠segunda "votação indicativa" desse tipo, depois que uma primeira rodada no ‌mês passado mostrou a ex-vice-presidente da Costa Rica, Rebeca Grynspan, como preferida.

A nova votação mostrou o argentino Rafael Grossi, ‌chefe da agência nuclear da ONU, novamente ‌em terceiro lugar.

Nestas votações indicativas, das quais são esperadas ⁠várias rodadas, os membros do Conselho de Segurança são questionados, por meio de cédulas secretas, se "apoiam", "não apoiam" ou "não têm opinião" sobre os candidatos.

Na votação desta sexta-feira, Birkett obteve oito votos de apoio — um a menos que da última vez —, três ‌de rejeição e quatro de "sem opinião".

Grynspan obteve sete votos de apoio, ‌contra 10 na última ⁠vez, quatro ⁠de rejeição e quatro de "sem opinião".

Grossi se manteve com sete votos a favor, ⁠mas recebeu seis votos contra — ‌em comparação com dois ‌na última vez — e dois de "sem opinião".

Oito candidatos disputam a sucessão de António Guterres, que deixa o cargo no final do ano após dois mandatos de cinco anos.

Seu ⁠sucessor terá a tarefa de revitalizar uma organização em crise, com prestígio em declínio e sob pressão para reformar ainda mais o que os críticos consideram uma burocracia inchada e onerosa.

A diplomata equatoriana Ivonne ‌Baki, que só entrou na disputa nesta semana e que alegou anteriormente o apoio dos EUA, reconhecendo publicamente sua amizade com ⁠o presidente Donald Trump, obteve zero votos favoráveis, oito contra e sete sem opinião.

Nas primeiras rodadas das votações indicativas, são utilizadas cédulas idênticas, permitindo que os diplomatas avaliem os níveis gerais de apoio e oposição sem revelar se os votos negativos vieram de um dos cinco membros permanentes do Conselho com direito a veto - China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos -, cujo apoio é vital.

Em uma fase posterior, os cinco membros permanentes utilizam cédulas de cor diferente que revelam se um candidato recebeu um voto de "rejeição" de um deles.

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