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Ministro das Finanças de Israel chama TPI de 'antissemita' após suposta ordem de prisão contra ele

O ministro israelense das Finanças, Bezalel Smotrich, criticou na terça‑feira (19) o Tribunal Penal Internacional (TPI), onde um procurador teria solicitado um mandado de prisão contra ele. "Não aceitamos imposições hipócritas de organismos parciais", declarou o ministro, que chamou a corte de "antissemita".

19 mai 2026 - 16h15
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Stéphanie Maupas, correspondente da RFI em Haia, com agências

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, durante uma coletiva de imprensa sobre a expansão de um assentamento na Cisjordânia, em 14 de agosto de 2025. Foto de arquivo.
O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, durante uma coletiva de imprensa sobre a expansão de um assentamento na Cisjordânia, em 14 de agosto de 2025. Foto de arquivo.
Foto: © REUTERS - Ronen Zvulun / RFI

As declarações de Smotrich foram feitas durante uma entrevista coletiva transmitida em sua conta na rede social X. No entanto, o ministro do partido de extrema direita Sionismo Religioso não revelou as acusações que fundamentariam sua prisão. 

"Ontem à noite, fui informado de que o procurador penal do tribunal antissemita de Haia apresentou uma solicitação de ordem internacional de prisão contra mim", afirmou Smotrich. "Como Estado soberano e independente, não aceitamos imposições hipócritas de organismos parciais que, repetidamente, se posicionam contra o Estado de Israel", acrescentou.

Procurado pela imprensa israelense, o procurador do TPI declarou que seu gabinete "não pode comentar especulações nem perguntas relacionadas a qualquer suposta solicitação de ordem de prisão".

O tribunal de Haia emitiu, em novembro de 2024, ordens de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant. Eles são suspeitos de crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelas operações do país na guerra contra o grupo Hamas, que devasta a Faixa de Gaza.

Declaração de guerra

Smotrich acusou a Autoridade Palestina de impulsionar o procedimento e classificou as medidas contra ele, Netanyahu e Gallant como "uma declaração de guerra".

O ministro das Finanças também ameaçou retaliações contra uma comunidade palestina beduína em Khan al-Ahmar, a leste de Jerusalém, na Cisjordânia ocupada, anunciando que uma ordem de evacuação do vilarejo seria assinada 'imediatamente' após sua declaração.

Mais de 750 pessoas vivem em Khan al‑Ahmar, em um conjunto de barracos e tendas situado a cerca de dez quilômetros da Cidade Antiga de Jerusalém, cercados por assentamentos israelenses. 

A ONG israelense Paz Agora denunciou essas declarações e afirmou que o ministro busca se vingar de Haia e da comunidade internacional às "custas das comunidades mais vulneráveis". "Sob este governo, constatamos que, pela primeira vez, eles aprovaram o plano altamente complexo e importante e que estão avançando rumo à anexação de toda essa região", declarou o diretor da organização, Lior Amihai.

Smotrich, que vive em um assentamento, é um firme defensor da anexação da Cisjordânia por Israel.

Colonização israelense

A promotoria investiga há vários anos a colonização dos territórios palestinos ocupados. Nos últimos meses, várias fontes confirmaram que três pessoas estavam na mira, entre elas o ministro das Finanças e o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, que, há um ano, havia garantido que nada o deteria.

Do lado do TPI, as especulações sobre novos mandados de prisão reacendem os temores de sanções americanas contra a instituição. Washington exige frequentemente o encerramento das investigações relativas a Israel.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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