Militares e civis selam acordo de transição no Sudão
Pacto deverá encerrar a crise no país africano
A junta militar que governa o Sudão desde abril e a aliança de oposição da sociedade civil assinaram neste sábado (17) a "declaração constitucional", finalizando um acordo histórico que abre caminho para a transferência do poder para civis e encerrar a crise no país.
O documento foi assinado por Mohamed Hamdan Daglo, o "Hemedti", número dois do conselho militar, e por Ahmed Al-Rabie, representante da Aliança pela Liberdade e pela Mudança (ALC), na presença de diversos chefes de Estado e primeiros-ministros de outros países.
"O povo do Sudão lutou por quase 30 anos e a transição política no país pareceu um sonho impossível. Agora é necessário ter uma representação justa", disse Mohammad Naji Al Assam, representante da Associação de Profissionais Sudaneses.
Após a assinatura do acordo, milhares de pessoas encheram as ruas da capital Cartum para celebrar. A junta militar será dissolvida neste domingo (18) e o órgão supremo que governará o país pelos próximos três anos será formado nos próximos dias. Além disso, o conselho terá cinco militares e outros cinco civis.
O presidente Omar al Bashir foi deposto em 11 de abril, após quatro meses de protestos populares contra um regime que vigorou por 30 anos.
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