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Milei promete sanções contra exploração de petróleo nas Malvinas

Reino Unido respondeu que compromisso com Falklands é 'inabalável'

4 set 2026 - 10h29
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Resumo
O presidente argentino Javier Milei anunciou sanções a petroleiras estrangeiras que operem nas Ilhas Malvinas sem autorização e a construção de uma base naval na Terra do Fogo. Milei rejeitou a autodeterminação dos ilhéus e convocou uma frente nacional unida pela soberania do arquipélago, citando ainda um possível apoio de Donald Trump à causa. Em resposta, o governo britânico declarou que as ilhas são britânicas por escolha da própria população local e reafirmou seu compromisso com a região.

O presidente da Argentina, Javier Milei, anunciou nesta quinta-feira (3) um pacote de medidas voltadas à disputa pela soberania das Ilhas Malvinas, incluindo sanções a petroleiras estrangeiras que operem na região e a construção de uma base naval na Terra do Fogo, no extremo-sul do país.

    Em pronunciamento transmitido em cadeia nacional, ao lado de todo o ministério, o mandatário afirmou que o Reino Unido está em condições de extrair petróleo "que jaz sob o mar argentino" e prometeu que "não o permitirá".

    "Os ilhéus não têm direito à autodeterminação", afirmou Milei, referindo-se aos habitantes das ilhas, que Londres administra como território ultramarino com o nome de Falklands.

    O presidente ultraliberal disse que o governo argentino mobilizará "todas as ferramentas do Estado, diplomáticas, econômicas, judiciais e legais, para dissuadir os atores estatais e não estatais que violentem a soberania" argentina sobre o arquipélago. Segundo ele, a chancelaria já enviou "cerca de 180 notas de desestímulo a empresas e a 29 países envolvidos em projetos nas nossas ilhas".

    Milei também anunciou um decreto para acelerar sanções com base em uma lei que proíbe a exploração de hidrocarbonetos na Plataforma Continental Argentina sem autorização do país. A norma prevê penas de inabilitação de cinco a 20 anos para empresas e pessoas físicas que descumprirem as regras.

    O presidente ainda firmou um decreto para "ampliar os recursos do Ministério da Defesa com o objetivo prioritário de construir uma base naval na Terra do Fogo e reforçar as capacidades de comunicação" na região.

    Com eleições presidenciais programadas para 2027, Milei convocou a "liderança política, econômica e social" do país a formar uma "frente unida" em prol das Malvinas. "Que coloquemos nossas armas de lado e mostremos uma frente unida diante do mundo, como nação e como sociedade. Há causas que estão acima de qualquer diferença política, e as Malvinas são uma delas", salientou.

    O ultraliberal também mencionou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou uma possível revisão da postura americana de neutralidade em relação às ilhas, além de afirmar que o Reino Unido enfrenta um "caminho de declínio", enquanto o futuro da Argentina "é florescente".

    Reação de Londres - O secretário da Defesa do Reino Unido, Wes Streeting, escreveu na rede social X que as Malvinas "são britânicas" e que o compromisso de Londres com as ilhas é "absoluto e inabalável".

    "A declaração de Milei nos diz mais sobre a política interna argentina do que sobre as Ilhas Falkland. As Falklands são britânicas porque os habitantes das Falklands escolhem ser britânicos", afirmou. .

Ansa - Brasil
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