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Migrantes teriam sido queimados vivos por se recusarem a dividir quarto entre 10

Inquérito apontou briga entre vítima e suspeito no dia do crime na Itália

5 jun 2026 - 15h31
(atualizado às 16h18)
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Os quatro imigrantes queimados vivos dentro de um carro em Amendolara, Calábria, sul da Itália, teriam sido assassinados por se recusarem a dividir um quarto entre dez pessoas.

Mohammad Taj Alamyar é o único sobrevivente do crime em Amendolara
Mohammad Taj Alamyar é o único sobrevivente do crime em Amendolara
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A circunstância aparece no inquérito que determinou a prisão preventiva de dois suspeitos, flagrados pelas câmeras do posto de gasolina onde aconteceu o crime.

A desavença teria começado na manhã de segunda-feira (1º), data do homicídio, quando uma das vítimas teria discutido com um dos supostos assassinos, o paquistanês Ahmed Safeer, ferindo-o no rosto.

Já o outro acusado, conterrâneo de Safeer, Ali Raza, teria chamado a polícia para separar a briga.

O episódio foi relatado às autoridades por um conhecido de Raza.

No início da tarde de segunda, os corpos das vítimas, das quais três eram naturais do Afeganistão e uma do Paquistão, foram descobertos pelos bombeiros em um veículo estacionado em um posto de gasolina. Após conter o incêndio no carro, os agentes se surpreenderam com as quatro pessoas carbonizadas que estavam ali.

Imagens das câmeras de vigilância do posto de gasolina mostram dois indivíduos bloqueando as portas do automóvel pelo lado de fora com os braços, enquanto um líquido inflamável é jogado dentro veículo pela porta traseira. Assim que as chamas aparecem, os dois criminosos fogem.

Os dois homens seriam Safeer e Raza, investigados por homicídio qualificado. 

Um afegão de 35 anos, identificado como Mohammad Taj Alamyar, conseguiu escapar das chamas ao quebrar o vidro do carro.

Ansa - Brasil
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