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Migrantes ilegais terão que passar por revistas de roupas e boca no Reino Unido

1 dez 2025 - 20h39
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A polícia do Reino Unido poderá exigir que imigrantes ilegais retirem seus casacos e permitam buscas na boca nos portos britânicos para que os policiais possam procurar telefones celulares ou cartões SIM e coletar informações sobre sua viagem, informou o governo nesta segunda-feira.

O Ministério do Interior afirmou que as novas prerrogativas devem ser de apoio para investigações destinadas a desmantelar organizações criminosas suspeitas de contrabandear migrantes através do Canal da Mancha.

Os criminosos frequentemente usam contatos telefônicos e mídias sociais para recrutar migrantes para travessias de pequenos barcos da França, que atingiram níveis recordes neste ano.

O governo trabalhista vem endurecendo suas políticas de imigração, principalmente no que diz respeito à imigração ilegal, em um esforço para conter a crescente popularidade do Partido Reformista, que tem impulsionado a agenda de imigração.

A expectativa é que as novas regras recebam o "consentimento real" -- uma formalidade para entrar em vigor -- nos próximos dias.

Os policiais poderão fazer com que os imigrantes retirem casacos, jaquetas ou luvas para procurar dispositivos e podem inspecionar a boca em busca de cartões SIM ou pequenos eletrônicos ocultos, informou o Ministério do Interior.

O departamento do governo, liderado por Shabana Mahmood, explicou que, anteriormente, as buscas por telefones celulares só eram possíveis após a prisão de um migrante, acrescentando que sob as novas regras, policiais poderão coletar informações mais rapidamente.

Pesquisas sugerem que a imigração ultrapassou a economia como a principal preocupação dos eleitores britânicos. Durante o verão, ocorreram protestos fora de hotéis que abrigam solicitantes de asilo a custo público.

A postura mais rígida do governo com relação à migração foi criticada por grupos de defesa dos direitos humanos, para quem algumas das políticas servem de bode expiatório para os migrantes, além de alimentar o racismo e a violência.

"O uso de poderes invasivos para vasculhar as roupas -- e até mesmo dentro da boca -- de pessoas desesperadas e traumatizadas que acabaram de sobreviver a uma viagem aterrorizante pelo Canal da Mancha é um ato distópico de brutalidade", disse Sile Reynolds, chefe de defesa de asilo da Freedom from Torture, que atua no apoio a sobreviventes de tortura.

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