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Meloni celebra declaração europeia sobre gestão de fluxos migratórios

Premiê da Itália saudou decisão que pode facilitar algumas deportações

16 mai 2026 - 12h46
(atualizado às 17h45)
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A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, celebrou neste sábado (16) a declaração adotada por 46 Estados-membros do Conselho da Europa que reconhece a legitimidade dos países para adotarem "soluções inovadoras" na gestão dos fluxos migratórios.

Premiê italiana fez comentário em publicação nas redes sociais
Premiê italiana fez comentário em publicação nas redes sociais
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em publicação nas redes sociais, Meloni afirmou que a chamada "Declaração de Chisinau" representa um avanço importante ao validar políticas como a criação de centros de repatriação em países terceiros, citando como exemplo a iniciativa italiana implementada na Albânia.

"A Declaração de Chisinau, adotada hoje pelos 46 Estados-membros do Conselho da Europa, reconhece a legitimidade das nações em adotar soluções inovadoras para a gestão dos fluxos migratórios, como centros de repatriação em países terceiros, nos moldes da iniciativa italiana na Albânia", escreveu a premiê.

Segundo Meloni, o resultado é "fruto de um processo que a Itália ajudou a pavimentar com coragem e determinação", juntamente com a Dinamarca, liderada pela primeira-ministra Mette Frederiksen.

Ela destacou ainda que propostas antes consideradas controversas "tornaram-se agora um princípio partilhado" entre os Estados-membros.

A declaração assinada pelos ministros das Relações Exteriores dos 46 países reunidos em Chisinau, na Moldávia, afirma que os Estados têm o "direito soberano inegável" de decidir quem pode entrar e permanecer em seus territórios, desde que respeitem a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

O acordo migratório entre Itália e Albânia, firmado em novembro de 2023, prevê a instalação de centros de detenção e repatriação em território albanês sob jurisdição italiana. No entanto, a iniciativa enfrenta obstáculos judiciais na própria Itália, onde tribunais têm recusado validar detenções de migrantes transferidos.

Apesar do apoio político de parte dos governos europeus, organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, alertam que mudanças na interpretação das normas podem representar riscos para pessoas que fogem de guerras e perseguições. 

Ansa - Brasil
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