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Medidas britânicas contra covid geram ceticismo e confusão

Na Inglaterra, as pessoas ainda podem se socializar com os vizinhos em grupos de até seis pessoas

23 set 2020
10h44
atualizado às 10h51
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O governo do Reino Unido defendeu nesta quarta-feira (23) suas novas medidas mais rígidas de combate ao coronavírus das críticas de que elas não são suficientes, dizendo que está tentando equilibrar o amparo à economia e a proteção à saúde.

Premiê britânico, Boris Johnson, durante coletiva de imprensa virtual 
09/09/2020
tefan Rousseau/Pool via REUTERS
Premiê britânico, Boris Johnson, durante coletiva de imprensa virtual 09/09/2020 tefan Rousseau/Pool via REUTERS
Foto: Reuters

Na terça-feira (22), o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pediu aos cidadãos para trabalharem em casa se possível e ordenou que bares e restaurantes fechem mais cedo na tentativa de frear uma segunda onda de coronavírus que se alastra rapidamente, dizendo que as restrições provavelmente durarão seis meses.

O Reino Unido acumula quase 42 mil mortes da Covid-19, o maior número da Europa. As novas infecções se aceleraram nas últimas semanas, o que levou cientistas a dizerem que elas podem chegar a 50 mil por dia até meados de outubro se não forem controladas.

O secretário das Relações Exteriores, Dominic Raab, fez uma rodada de entrevistas nesta quarta-feira - exatamente seis meses depois de o governo impor um isolamento nacional pela primeira vez - para tentar persuadir o público a respeitar as novas regras para evitar um segundo isolamento.

"O que não queremos é ter que adotar medidas ainda mais rígidas ao nos aproximarmos do Natal", disse Raab à rádio LBC. "E é por isso que precisamos adotar as medidas proporcionais e direcionadas que estamos adotando agora."

Indagado na rádio BBC se as novas medidas são parte de um plano de estilo sueco para conviver com o vírus, ao invés de tentar se livrar dele, Raab rejeitou a insinuação.

Mas uma decisão do governo semiautônomo da Escócia de adotar medidas mais rigorosas, como proibir a socialização entre vizinhos, criou dúvida a respeito da eficiência das ações na mais populosa Inglaterra.

"Avaliei que estamos novamente em um ponto de inflexão com a Covid e estou analisando dados que, sinceramente, me alarmam", disse a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, à ITV.

Ela disse que seus conselheiros científicos a informaram que o pacote anunciado por Johnson não bastará para reduzir o índice de transmissão.

Na Inglaterra, as pessoas ainda podem se socializar com os vizinhos em grupos de até seis pessoas.

O País de Gales e a Irlanda do Norte também estão adotando algumas medidas diferentes das inglesas.

O jornal The Times noticiou que Chris Whitty, o principal conselheiro médico do governo nacional, tem dito em particular que novas restrições serão inevitáveis para controlar a epidemia na Inglaterra.

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