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Mais de 70% dos universitários judeus dos EUA foram expostos ao antissemitismo no ano letivo, aponta pesquisa

29 nov 2023 - 17h43
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Quase três em cada quatro estudantes universitários judeus nos Estados Unidos que responderam a uma pesquisa disseram ter experimentado ou testemunhado antissemitismo durante o atual ano letivo, disse a Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês) nesta quarta-feira.

A descoberta surge em um contexto de tensões crescentes em alguns campi universitários dos EUA devido à guerra entre Israel e o Hamas e de uma proliferação de protestos em apoio a Israel ou aos palestinos.

Cerca de 73% dos mais de 500 estudantes universitários judeus entrevistados disseram que foram expostos ao antissemitismo desde o início do ano letivo de 2023-2024, disse a ADL, que combate o antissemitismo e outras formas de discriminação.

A pesquisa também mostrou que a porcentagem de estudantes judeus que disseram se sentir confortáveis com outras pessoas no campus sabendo que são judeus caiu para 38,6% desde 7 de outubro, de 63,7% antes dessa data.

Os incidentes citados pelos entrevistados variaram de vandalismo antissemita nos campi a ameaças de violência e agressão, disse a ADL.

Os incidentes antissemitas nos Estados Unidos aumentaram cerca de 400% nas primeiras duas semanas depois que o grupo islâmico palestino Hamas atacou Israel em 7 de outubro, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo mais de 200 reféns, informou a ADL no mês passado.

Outro grupo antidiscriminação, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR, na sigla em inglês), afirmou que as queixas de incidentes motivados pela islamofobia e preconceito contra palestinos e árabes quase triplicaram a média do ano passado nas primeiras duas semanas após o início da guerra.

O Departamento de Justiça dos EUA disse que está monitorando as ameaças crescentes contra judeus e muçulmanos e o presidente norte-americano, Joe Biden, condenou o antissemitismo e a islamofobia.

Para os dados divulgados na quarta-feira, a ADL e a organização judaica Hillel International entrevistou mais de 3.000 estudantes universitários americanos, dos quais 527 eram judeus, de 689 campi em todo o país.

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