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Macron promete que não haverá repetição de distúrbios enquanto Coletes Amarelos se mobilizam

21 out 2026 - 10h22
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Resumo
O presidente francês, Emmanuel Macron, prometeu impedir novos distúrbios no país após recentes atos de violência e saques, diante de uma nova manifestação dos Coletes Amarelos e de estudantes convocada para sábado contra o custo de vida. O aumento da instabilidade já elevou os custos da dívida pública francesa ao maior patamar desde 2002. Enquanto o governo reforça a segurança para conter a desordem, Macron também rebateu declarações de líderes estrangeiros que tentam explorar a crise politicamente.

O presidente ‌francês, Emmanuel Macron, prometeu impedir que se repitam os distúrbios e saques do último fim de semana, enquanto o movimento dos Coletes Amarelos apresentou planos para uma grande marcha em Paris no sábado, o que representará o próximo grande desafio para o governo.

Macron afirmou na quarta-feira que aqueles que tentarem ⁠causar desordem nos próximos protestos serão impedidos, enquanto o primeiro-ministro Sébastien Lecornu ‌se reuniu com líderes sindicais em um esforço para amenizar uma das piores crises que a França enfrenta nos últimos anos.

Um representante do movimento "Gilets ‌Jaunes" (Coletes Amarelos), um grupo de base não vinculado ‌aos sindicatos, apresentou planos para uma marcha pelo centro de Paris, ⁠incluindo áreas que foram saqueadas há poucos dias.

Grupos estudantis também convocaram protestos para o mesmo dia, a fim de pressionar por maiores investimentos na educação. Os ativistas dos Coletes Amarelos buscam reativar sua campanha, que surgiu em 2018, contra o aumento do custo de vida e o declínio dos serviços ‌públicos.

As manifestações do último fim de semana degeneraram rapidamente em violência desenfreada, especialmente ‌em Paris, Marselha, Lyon e ⁠Limoges, e a ⁠polícia, sobrecarregada, levou horas para conter os distúrbios.

Destacando a preocupação dos investidores com a ⁠situação, os custos de endividamento do ‌governo francês dispararam nesta semana, ‌elevando os rendimentos dos títulos de referência de 10 anos para 5%, o nível mais alto desde julho de 2002.

Analistas afirmaram que o movimento refletiu preocupações de que a agitação pudesse complicar os esforços do ⁠governo para sanar as finanças públicas em tensão, em um momento de pressões orçamentárias já crescentes.

Macron disse que se reuniria com autoridades de inteligência, Lecornu e outros ministros na quinta-feira para obter um relato detalhado dos distúrbios de 17 de outubro.

"Aqueles que quiserem ‌causar desordem nos centros das cidades no próximo sábado serão impedidos de fazê-lo", declarou Macron a repórteres durante uma visita ao Catar, onde vem ⁠buscando acordos no setor de energia enquanto a França enfrenta o aumento dos custos dos combustíveis.

"Não pode haver hesitação no topo do Estado."

Macron acusou alguns líderes estrangeiros de espalhar desinformação sobre o que havia acontecido. O presidente dos EUA, Donald Trump, em particular, atribuiu a turbulência à imigração em massa e ao islamismo radical, dizendo que se tratava de um aviso para os norte-americanos.

Questionado se estava se referindo a Trump, Macron disse: "Entre outros", acrescentando que alguns políticos estrangeiros estavam tentando tirar proveito político às custas da França. "Não precisamos disso. Já temos dificuldades com as quais lidar", afirmou.

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