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Macron diz que não é realista abrir Estreito de Ormuz à força

2 abr 2026 - 08h55
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O presidente francês, Emmanuel ‌Macron, disse na quinta-feira que seria irrealista lançar uma operação militar para forçar a abertura do Estreito de Ormuz, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, desafiou os aliados dos EUA a trabalharem para reabri-lo.

Milhares de pessoas ⁠foram mortas em todo o Oriente Médio desde 28 de ‌fevereiro, quando EUA e Israel atacaram o Irã, desencadeando ataques iranianos a Israel, a bases dos EUA e aos ‌Estados do Golfo, e Teerã praticamente ‌fechou a hidrovia que transporta cerca de um ⁠quinto do petróleo global e dos suprimentos de gás natural liquefeito.

"Algumas pessoas defendem a ideia de liberar o Estreito de Ormuz à força por meio de uma operação militar, uma posição às vezes expressa pelos Estados Unidos, embora tenha ‌variado", disse Macron a repórteres durante uma viagem à Coreia ‌do Sul.

"Essa nunca ⁠foi a opção ⁠que apoiamos porque é irrealista", afirmou ele. "Levaria uma eternidade e exporia ⁠todos aqueles que atravessam ‌o Estreito aos riscos ‌dos guardiões da revolução, mas também aos mísseis balísticos."

Macron, que tem trabalhado com aliados europeus e de outros países para formar uma coalizão que garanta a livre passagem ⁠pelo Estreito de Ormuz após o fim das hostilidades, disse que isso só poderia ser feito conversando com o Irã.

"O que dizemos desde o início é que esse estreito deve ser reaberto ‌porque é estratégico para os fluxos de energia, fertilizantes e comércio internacional, mas que isso só pode ser feito ⁠em consulta com o Irã", declarou ele.

Questionado sobre as críticas de Trump aos aliados da Otan e as ameaças de retirar os EUA da aliança, Macron disse:

"Não quero fazer um comentário sobre uma operação que os norte-americanos decidiram por conta própria com Israel. Eles podem lamentar o fato de não estarem sendo ajudados, mas essa não é a nossa operação. Queremos a paz o mais rápido possível".

Macron também disse que os comentários de Trump zombando dele e de sua esposa Brigitte não foram "nem elegantes, nem condizentes" com o momento.

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