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Lula e Merz defendem laços estreitos entre Brasil e União Europeia

Lula descreveu o Brasil, país parceiro deste ‌ano na maior feira industrial do mundo, em Hanover, ‌como um parceiro ⁠confiável e ⁠importante

19 abr 2026 - 16h31
(atualizado às 16h52)
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Chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam de abertura da feira de Hanover.
Chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam de abertura da feira de Hanover.
Foto: Ronny Hartmann/Pool via REUTERS

O chanceler alemão, ‌Friedrich Merz, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defenderam neste domingo laços mais estreitos entre o Brasil e a União Europeia, na abertura da feira industrial de Hanover.

Ambos saudaram a entrada ⁠em vigor do acordo de livre comércio UE-Mercosul em ‌1º de maio, afirmando que ele envia um sinal claro de compromisso contínuo com o ‌multilateralismo e um sistema econômico ‌baseado em regras.

"Isso mostra que estamos nos mantendo ⁠fiéis à ordem multilateral, que queremos um sistema econômico baseado em regras e que queremos essa cooperação com o mínimo de tarifas possível - idealmente, nenhuma", disse Merz.

Lula descreveu o Brasil, país parceiro deste ‌ano na maior feira industrial do mundo, em Hanover, ‌como um parceiro ⁠confiável e ⁠importante, inclusive no fornecimento de matérias-primas.

Embora apenas cerca de 30% ⁠do potencial mineral ‌do Brasil tenha sido ‌mapeado, o país já possui as maiores reservas mundiais de nióbio, as segundas maiores reservas de grafite e terras raras e as terceiras ⁠maiores reservas de níquel, afirmou Lula.

"Essas matérias-primas devem servir como motor do desenvolvimento econômico e social", acrescentou, defendendo uma maior transferência de tecnologia e o estabelecimento de mais ‌capacidade de processamento no Brasil. Lula afirmou que gostaria de discutir toda a gama de cooperação ⁠econômica com Merz, incluindo inteligência artificial e data centers.

"O Brasil está de braços abertos para discutir qualquer tema com a Alemanha. Sobretudo inteligência artificial, data centers, minerais críticos e terras raras", disse Lula. "A única coisa que nós queremos é a certeza de que nossa relação será uma de fortalecimento da democracia, pensando no fortalecimento do multilatralismo e respeito à integridade territorial e soberania do povo de cada país", acrescentou.

Consultas entre os dois governos estão previstas para segunda-feira.

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