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Líder da Groenlândia diz que prefere Dinamarca aos EUA

Declaração chega na véspera de encontro trilateral em Washington

13 jan 2026 - 12h04
(atualizado às 12h29)
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O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta terça-feira (13) que prefere a Dinamarca aos Estados Unidos, em meio às investidas do presidente Donald Trump para anexar a ilha.

Os premiês da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e da Dinamarca, Mette Frederiksen
Os premiês da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, e da Dinamarca, Mette Frederiksen
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em coletiva de imprensa ao lado da premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen, o líder groenlandês disse que o território autônomo "não está à venda" e "não quer ser comprado nem controlado" pelos EUA.

"E se tivermos de escolher, agora escolhemos a Dinamarca, a Otan e a União Europeia", acrescentou Nielsen. Frederiksen, por sua vez, denunciou uma "pressão inaceitável" por parte de um aliado. "Não estamos buscando um conflito, mas a mensagem é clara: a Groenlândia não está à venda", destacou a premiê.

As declarações chegam na véspera de uma reunião entre o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e o secretário de Estado Marco Rubio com os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, em Washington.

Trump tem usado uma alegada presença de embarcações militares de China e Rússia no Ártico para justificar os planos de anexar a ilha, um território autônomo rico em minérios e que pertence à Dinamarca.

O destino da Groenlândia voltou aos holofotes após a operação que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e os EUA estudam até oferecer pelo menos US$ 100 mil por habitante para "comprar" a ilha, segundo a imprensa americana.

Além disso, Trump insinuou que seguirá adiante em seus planos para o Ártico mesmo que para isso tenha de sacrificar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança da qual a Dinamarca é integrante. "A Otan tem de defender a Groenlândia tanto como qualquer outro milímetro de seu território", disse Frederiksen nesta terça.

Ansa - Brasil
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