Script = https://s1.trrsf.com/update-1780957527/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Leilão de perfuração de petróleo em refúgio de vida selvagem do Alasca tem baixo interesse

5 jun 2026 - 10h47
(atualizado às 17h47)
Compartilhar
Exibir comentários

O leilão de concessões de petróleo e gás no Refúgio ‌Nacional de Vida Selvagem do Ártico, no Alasca, realizado nesta sexta-feira pelo governo dos Estados Unidos, atraiu apenas US$3,7 milhões em lances vencedores para cinco áreas em terra, informaram autoridades do Departamento do Interior dos EUA.

O leilão ofereceu 58 áreas em 689.000 acres em um remoto refúgio de vida selvagem conhecido por ser um habitat intocado para espécies como urso polar, caribu e aves migratórias. Houve nove lances em cinco ⁠áreas em terra, totalizando cerca de 70.000 acres, sendo a Hex Energy LLC e a Alaska Industrial Development ‌and Export Authority (AIDEA) as únicas licitantes.

O maior lance individual foi de US$1,7 milhão no lote nº 112, da Hex Energy.

O leilão foi o mais recente teste do apetite do setor pela perfuração no norte ‌do Alasca, um empreendimento de alto risco que envolve décadas de ‌trabalho e bilhões de dólares de investimento.

Também foi o primeiro de quatro leilões no refúgio exigidos ⁠pela lei "One Big Beautiful Bill", que o presidente Donald Trump sancionou no ano passado. Ela está alinhada com a promessa de Trump de impulsionar o desenvolvimento de energia nos EUA e é apoiada por autoridades estaduais do Alasca e alguns grupos nativos que querem abrir a perfuração na região para criar empregos e reverter o declínio da produção de petróleo no Estado.

"Feito da maneira correta, em consulta com os administradores ‌indígenas dessas terras, o desenvolvimento tem se mostrado uma força do bem para nossa região", disse Nagruk Harcahrek, presidente-executivo ‌da Voice of the Arctic Iñupiat, ⁠em um comunicado enviado ⁠por email.

Até o momento, as empresas de petróleo e gás demonstraram pouco interesse na área costeira de 1,5 milhão de ⁠acres do refúgio no Alasca ao longo do Mar de ‌Beaufort, embora se estime que ela ‌contenha até 11,8 bilhões de barris de petróleo tecnicamente recuperável, de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.

O governo do ex-presidente Joe Biden não recebeu propostas de empresas de energia em janeiro de 2025, quando ofereceu 400.000 acres do refúgio em uma venda determinada pelo Congresso. A primeira venda ⁠da região, em 2021, teve poucos compradores.

A produção de petróleo dos EUA já está em níveis recordes devido à perfuração em áreas mais acessíveis, como o Texas e o Novo México, e as empresas limitaram os gastos com novos projetos para se concentrar no retorno de dinheiro aos acionistas.

Um grupo de petróleo e gás disse que o Alasca é uma região ‌importante para o setor.

"Os recursos do Alasca são fundamentais para a segurança energética dos Estados Unidos e esperamos ver investimentos contínuos em todo o Estado", disse um porta-voz do American Petroleum Institute em um ⁠email.

Ao contrário da Reserva Nacional de Petróleo (NPR-A), que fica ao lado do Refúgio Nacional de Vida Selvagem do Ártico (ANWR) na encosta norte do Alasca, o refúgio de vida selvagem de 19 milhões de acres não tem estradas, instalações ou outra infraestrutura.

As empresas petrolíferas gastaram US$163 milhões para obter novas concessões na NPR-A em um leilão no início deste ano, e uma usina de gás natural liquefeito está sendo desenvolvida na área.

Uma agência estadual, a Alaska Industrial Development and Export Authority, é atualmente a única proprietária de arrendamentos de petróleo e gás no ANWR, com seis áreas. Até o momento, eles não foram desenvolvidos.

O ANWR é a terra natal dos povos Inupiat e Gwich'in, que estão divididos em relação ao desenvolvimento de petróleo e gás.

"Alguns lugares são importantes demais para serem sacrificados", disse Kristen Moreland, diretora-executiva do Gwich'in Steering Committee, em uma conversa com jornalistas.

"O leilão é muito mais do que sobre economia ou desenvolvimento. Trata-se de saber se nossas vozes, nossa cultura e nosso modo de vida são importantes."

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Meu Terra