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Bispo nomeado por papa Leão XIV é morto a tiros em Moçambique

Religioso de 54 anos foi encontrado sem vida em sua residência na cidade de Quelimane; Igreja Católica pede esclarecimento das circunstâncias do crime

7 jun 2026 - 07h19
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Um bispo católico nomeado pelo papa Leão XIV para comandar uma região central de Moçambique foi assassinado neste sábado, 6, em sua residência na cidade de Quelimane. A morte de Osório Citora Afonso, de 54 anos, mobilizou autoridades civis e religiosas, que pedem esclarecimentos sobre o caso.

Segundo a polícia moçambicana, o religioso foi atingido no peito por um disparo, possivelmente efetuado com uma única bala. Em declaração à imprensa, o porta-voz da corporação, Maximino Amílcar, afirmou que as investigações ainda estão em estágio inicial e que, por enquanto, não há detalhes conclusivos sobre as circunstâncias do crime.

Em nota, o Vaticano informou que o papa Leão XIV recebeu a notícia "com profunda tristeza" e lamentou o ato de violência que resultou na morte do bispo.

Religioso de 54 anos foi encontrado sem vida em sua residência na cidade de Quelimane; Igreja Católica pede esclarecimento das circunstâncias do crime
Religioso de 54 anos foi encontrado sem vida em sua residência na cidade de Quelimane; Igreja Católica pede esclarecimento das circunstâncias do crime
Foto: Reprodução: X / Estadão

O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, também se manifestou. Em comunicado oficial, classificou a morte de Afonso como "uma perda irreparável para a sociedade moçambicana" e expressou solidariedade aos familiares, fiéis e membros da Igreja Católica.

A Conferência Episcopal de Moçambique afirmou que o bispo foi encontrado morto em "circunstâncias estranhas que devem ser esclarecidas", reforçando o apelo por uma investigação detalhada.

Moçambique tem uma das maiores populações católicas da África Austral. De acordo com o censo mais recente do país, realizado há quase uma década, cerca de um quarto dos moçambicanos se declara católico.

As autoridades ainda não divulgaram informações sobre suspeitos ou possíveis motivações para o crime./AFP

Estadão
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