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Kim Jong-un supervisiona lançamento de mísseis hipersônicos e se prepara para 'guerra real' após captura de Maduro

O líder norte-coreano Kim Jong-un supervisionou neste domingo (4) o disparo de mísseis hipersônicos que contribuem para preparar as forças nucleares de Pyongyang para "uma guerra real", segundo a agência oficial KCNA. De acordo com ele, seus programas militares e nucleares servem como 'dissuasão'. A agência não especificou quantos mísseis foram disparados no domingo, mas afirmou que eles "atingiram alvos a 1.000 quilômetros de distância" no mar do Japão.

5 jan 2026 - 08h48
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No domingo, o país realizou seu primeiro lançamento de mísseis balísticos de 2026, violando as sanções internacionais. "A recente crise geopolítica e os eventos internacionais complexos ilustram por que isso é necessário", declarou Kim Jong-un sobre a manobra, segundo a KCNA, em clara referência à captura de Nicolás Maduro.

Para o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano, a operação é um "exemplo que confirma mais uma vez o caráter 'criminoso' e 'brutal' dos Estados Unidos",e representa uma "grave violação da soberania" da Venezuela. Há décadas, Pyongyang acusa os Estados Unidos de tentar derrubar seu governo.

Após o teste, o segundo desde novembro, o líder norte-coreano destacou que "avanços importantes foram realizados recentemente" e o objetivo, segundo Kim, é "implementar gradualmente uma força de dissuasão nuclear altamente desenvolvida".

O último lançamento "pode ser interpretado como uma mensagem indicando que Pyongyang possui capacidade de dissuasão e poder nuclear, ao contrário da Venezuela", explicou Hong Min, analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, sediado em Seul.

Os mísseis hipersônicos viajam a mais de cinco vezes a velocidade do som e podem manobrar em voo, o que os torna mais difíceis de rastrear e interceptar os aparelhos. O lançamento ocorreu poucas horas antes da partida do presidente sul-coreano Lee Jae-myung para a China, onde discutirá comércio e Coreia do Norte com Xi Jinping. A influência de Pequim, próxima a Pyongyang, pode ajudar no objetivo de melhorar a relação entre as duas Coreias.

Laços com a Rússia

De acordo com a KCNA, Kim também visitou no domingo um local de fabricação de armas guiadas táticas, que "demonstra capacidade para realizar ataques mais precisos do que os lançadores múltiplos existentes, a partir de diversas plataformas, incluindo aéreas e terrestres".

Kim Jong-un tem se mostrado ativo nos últimos dias no plano militar. Ele visitou um estaleiro de submarinos nucleares, ordenou o aumento da produção de mísseis e a construção de novas fábricas, além de supervisionar testes de dois mísseis de cruzeiro de longo alcance.

A Coreia do Norte acelerou seus testes militares nos últimos anos, apesar da tentativa de aproximação entre os dois países iniciada por Donald Trump em seu primeiro mandato. Desde a última reunião entre os líderes, em 2019, Pyongyang reforçou seus laços com a Rússia, chegando a fornecer tropas para apoiar a guerra contra a Ucrânia. 

Com agências

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