Itália tem maior nº de casos de Covid desde 6 de maio
País discute introduzir restrições para não vacinados
A Itália registrou nesta quinta-feira (18) mais 10.638 casos e 69 mortes na pandemia de Covid-19, de acordo com boletim do Ministério da Saúde.
Com isso, o total de contágios já diagnosticados no país subiu para 4.893.887, enquanto o de óbitos chegou a 133.034.
O número de casos desta quinta é o maior para um único dia na Itália desde 6 de maio, quando houve 11.807 contágios.
A média móvel de casos em sete dias aumentou pela 16ª vez seguida e atingiu 8.326, alta de 85% na comparação com duas semanas atrás, enquanto a de mortes se manteve em 59, cifra 49% maior do que há 14 dias.
A Itália também soma mais de 4,6 milhões de curados e 132.513 casos ativos, maior valor desde 7 de setembro (133.787).
"Estamos passando por horas intensas e delicadas. Ainda estamos dentro do desafio da Covid, e os números que chegam dos países da União Europeia mostram como precisamos manter um alto nível de atenção", afirmou o ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza.
"Os números também estão subindo em nosso país. Precisamos insistir na vacinação", acrescentou. Até o momento, 84,4% do público-alvo (pessoas a partir de 12 anos) já está totalmente vacinado contra a Covid, porém mais de 7 milhões de indivíduos aptos a se imunizar não tomaram sequer a primeira dose.
A alta nos contágios e óbitos já faz as autoridades italianas discutirem a reintrodução de restrições, porém existe um crescente movimento para que eventuais medidas mirem apenas não vacinados, seguindo o modelo adotado na Áustria.
Essa abordagem é defendida principalmente por governadores do norte do país, mas ainda enfrenta resistência no governo nacional. "Até o momento, não há motivos para impor restrições contra os não vacinados", disse nesta quinta o subsecretário do Ministério da Saúde, Pierpaolo Sileri, do antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).
Já o governador da Lombardia, Attilio Fontana, afirmou que, se houver novas restrições, os vacinados devem ser protegidos. "Eu tendo a tutelar as pessoas que tomaram a vacina", destacou.
A Itália já exige certificado de imunização, cura ou testagem contra a Covid-19 em praticamente todas as atividades, incluindo locais de trabalho, mas o instrumento parece ter atingido o teto de sua capacidade de segurar os contágios e estimular a vacinação. .
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