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Irã reduz para 12 anos a idade mínima para pessoas que queiram ajudar na guerra

Tarefas incluem "coletar dados de segurança e realizar patrulhas operacionais", além de organizar comboios de carro à noite

30 mar 2026 - 09h52
(atualizado às 10h14)
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Tanques e mísseis de fabricação nacional são exibidos em Teerã, Irã, em 25 de março de 2026.
Tanques e mísseis de fabricação nacional são exibidos em Teerã, Irã, em 25 de março de 2026.
Foto: atemeh Bahrami/Anadolu via Getty Images

O Irã lançou uma campanha de voluntariado que permite a participação de pessoas a partir dos 12 anos que queiram trabalhar em postos de controle em Teerã e desempenhar outras funções durante a guerra contra os Estados Unidos e Israel.

"Considerando que a idade dos interessados diminuiu e que eles estão pedindo para participar, reduzimos a idade mínima para 12 anos", disse Rahim Nadali, um porta-voz da Guarda Revolucionária iraniana à televisão estatal, na última semana.

As tarefas, segundo ele, incluem "coletar dados de segurança e realizar patrulhas operacionais", bem como organizar comboios de carros à noite na cidade.

Batizada de "Combatentes Defensores da Pátria pelo Irã", a ação também está ligada ao slogan mais amplo "Pelo Irã". A campanha é conduzida pelas forças paramilitares Basij, que atuam sob a Guarda Revolucionária Islâmica.

Irã chama proposta dos EUA de 'excessiva e irracional'

Nesta segunda-feira, 30, o Irã classificou como "excessivas e irracionais" as propostas apresentadas pelos Estados Unidos, estruturadas em um plano de 15 pontos, para encerrar a guerra no Oriente Médio. A declaração foi feita pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, segundo a emissora dissidente Iran International, com sede em Londres.

De acordo com ele, não houve qualquer contato direto entre os dois países, e as mensagens de Washington teriam sido transmitidas por intermediários, incluindo o Paquistão. O porta-voz acrescentou que a posição de Teerã sobre as questões em discussão é clara e que o país permanece focado em seus próprios interesses estratégicos.

A negativa iraniana ocorre em meio às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que seu país estaria realizando negociações "direta e indiretamente" com o Irã. Hoje, inclusive, a bordo do avião presidencial, o Air Force One, o republicano afirmou que ações militares recentes foram bem-sucedidas, destacando que diversos alvos foram atingidos ao longo do dia.

Além disso, Trump mencionou que houve gestos recentes interpretados como sinais de respeito por parte do Irã, incluindo a entrega de navios nos últimos dias. Segundo ele, 20 embarcações de grande porte devem atravessar o Estreito de Ormuz a partir da manhã seguinte, como parte desse movimento.

Apesar do tom otimista, o presidente adotou cautela ao comentar um possível acordo. Trump disse acreditar na possibilidade de um cessar-fogo em breve, mas ressaltou que não há garantias de que as negociações resultarão em um acordo final. "Queremos pedir mais algumas coisas", afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de envio de tropas terrestres, respondeu que existem diversas opções em análise. Já ao ser perguntado sobre a situação do aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou que ele pode estar vivo, mas possivelmente "gravemente ferido". *(Com informações da Ansa).

Fonte: Portal Terra
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