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Irã deve aderir em breve ao banco de desenvolvimento do Brics, diz presidente do banco central

12 ago 2026 - 09h53
(atualizado às 10h34)
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O Irã passará ‌em breve a integrar o Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira criada pelo grupo de países do Brics, disse o presidente do banco central iraniano, Abdolnaser Hemmati, em reportagem da mídia estatal ⁠publicada nesta quarta-feira, antes de uma reunião dos ‌ministros das Finanças do bloco na Índia.

O Irã continua sujeito a sanções abrangentes dos EUA ‌e da comunidade internacional e ‌ainda não chegou a um acordo ⁠de paz para encerrar o atual conflito com os EUA e Israel, o que dá a Teerã um incentivo adicional para buscar canais financeiros alternativos fora do sistema do dólar.

O Irã aderiu ‌ao Brics em 2024, quando o grupo se ‌expandiu, em uma ⁠iniciativa que ⁠visava aprofundar os laços econômicos entre as economias emergentes, ⁠e, desde então, ‌deixou clara sua intenção ‌de se tornar membro e acionista do NDB.

O banco foi criado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul em 2015 ⁠para financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável. Desde então, expandiu sua base de membros para incluir os Emirados Árabes Unidos, o Egito e outras economias ‌emergentes.

"O resultado mais importante da cooperação entre os países membros do Brics é a criação do ⁠Novo Banco de Desenvolvimento, e nosso país em breve se tornará membro desse banco", disse Hemmati, segundo a mídia estatal.

Hemmati participa da primeira reunião dos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais do Brics, organizada pela Índia, que detém a presidência rotativa do Brics neste ano.

Os membros do Brics têm buscado reduzir a dependência do dólar norte-americano por meio da promoção de transações comerciais e financeiras em moedas nacionais.

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