Irã avalia atacar bases dos EUA na Europa em caso de escalada, diz mídia
Otan comentou que está pronta para enfrentar 'qualquer ameaça'
O Irã avalia a possibilidade de atacar alvos militares dos Estados Unidos no sul e sudeste da Europa caso haja uma nova escalada do conflito.
As informações são do Financial Times, citando duas fontes próximas ao regime de Teerã.
Segundo a reportagem, o governo iraniano considera ataques a instalações americanas em países como a Bulgária, que no mês passado autorizou o uso da base aérea de Bezmer para o reabastecimento de aeronaves militares dos EUA.
Outro provável alvo seria o Chipre, que teve uma base britânica atingida com drones em março.
As fontes também afirmaram que a nação persa analisa, separadamente, a possibilidade de bombardeios contra cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz, levando-se em consideração uma nova escalada.
O jornal cita ainda que as autoridades de Teerã estariam cogitando ampliar o escopo de uma eventual retaliação para além de alvos militares, energéticos e de infraestrutura dos EUA no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária e outros comandantes militares teriam alertado que um novo conflito em larga escala poderia envolver alvos mais distantes.
Um funcionário da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) comentou a possibilidade de uma eventual agressão iraniana, citando a interceptação "de sucesso", no início do ano, de mísseis balísticos disparados pelo Irã em direção à Turquia.
"A Otan está pronta para enfrentar qualquer ameaça e sempre fará o que for necessário para defender todos os aliados", acrescentou.
De acordo com relatos de uma fonte de Washington à CNN, Trump teria ordenado a interrupção das negociações com Teerã após não ter suas exigências atendidas. Sua nova estratégia seria "atacar o Irã o quanto antes a ponto de sufocá-lo gradualmente".
O mandatário estaria insatisfeito com os termos do acordo que o Irã busca firmar com Omã sobre a gestão do tráfego no Estreito de Ormuz. Trump chegou a criticar Omã, ameaçando bombardear seu território - apesar de o país do Golfo ser um parceiro estratégico dos EUA há anos.
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