Internato onde Paris Hilton diz ter sofrido abusos perde licença: ‘Algo que sonho há tanto tempo’
A socialite compartilhou a notícia na última terça-feira, dia 7
Paris Hilton, socialite norte-americana, celebrou a perda de licença do internato Springville da Provo Canyon School, clínica de tratamento residencial onde ela alega ter sofrido abusos na adolescência. Os serviços devem ser encerrados até o dia 6 de agosto e o campus está proibido de aceitar novas matrículas. As informações são da revista People.
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“As notícias pelas quais tenho lutado e rezado finalmente chegaram”, começou Paris Hilton em publicação feita em suas redes sociais nesta terça-feira, dia 7. “Depois de anos de sobreviventes falando corajosamente e se recusando a serem silenciados, as crianças lá de dentro serão finalmente removidas. Isto é algo que sonhei há muito tempo”, complementou.
Para a artista, ela se tornou a pessoa que sua versão mais jovem precisava. “Se eu pudesse voltar no tempo e dizer àquela garotinha que, um dia, ela ajudaria a proteger outras crianças de passarem pelo que ela viveu, ela não acreditaria”, disse.
“Embora nada possa apagar o trauma que tantos de nós suportamos, hoje é um passo poderoso para proteger as gerações futuras. A todos os sobreviventes que compartilharam a sua história, a todos os defensores que estiveram ao nosso lado e a todos os que acreditaram em nós - este momento pertence a todos nós. Estou infinitamente grata por cada pessoa que ajudou a fazer isto acontecer. Obrigada, obrigada”, finalizou.
A revogação da licença foi anunciada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Utah na última segunda-feira, dia 6. Eles alegam falhas no atendimento aos requisitos de saúde e segurança e a não conformidade com regras estaduais. No ano passado, autoridades de Utah já haviam imposto condições à licença do campus, justamente nestas questões de saúde e segurança.
Hilton compartilhou denúncias contra a Provo Canyon School em documentário publicado em 2020 no Youtube, o This Is Paris. Ela conta ter passado 11 meses na unidade, tendo sido enviada para lá por seus pais quando adolescente.
“Era para ser uma escola, mas [as aulas] não eram o foco em tudo. Desde o momento em que acordei até ir para a cama, foi o dia todo gritando na minha cara, gritando comigo, tortura contínua”, disse em entrevista à People na época em que resolveu revelar sua história com a instituição.
Ela conta ainda ter sido colocada em uma “solitária”, confinada sozinha, após contarem que ela planejava fugir do internato. Além disso, diz ter tentado contar o que estava acontecendo para seus pais, mas que não conseguia devido aos monitoramentos contínuos. "Eu estava tendo ataques de pânico e chorando todos os dias. Eu estava tão infeliz. Senti-me como um prisioneiro e odiei a vida.”
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