Internado, papa disse que renunciaria em caso de problema de saúde; relembre
Pontífice defende que o papado deve ser vitalício, mas mantém carta de renúncia por precaução
O Papa Francisco, de 87 anos, reforçou que sua renúncia ao cargo não está nos planos e que o papado deve ser exercido por toda a vida. Apesar disso, revelou ter escrito uma carta de renúncia em 2013 como medida preventiva para o caso de problemas de saúde graves que o impedissem de liderar a Igreja Católica, como sua atual internação por infecção respiratória.
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Nos últimos anos, Francisco tem enfrentado complicações médicas, como dores no joelho e cirurgias no intestino, levantando especulações sobre sua permanência no cargo. Em entrevistas, o pontífice já elogiou a decisão de Bento XVI, que abdicou devido à idade avançada, mas alertou que a renúncia papal não deve se tornar algo comum.
Mesmo mantendo sua posição, Francisco não descarta a possibilidade de abdicação caso sua condição física comprometa suas funções, reforçando que a decisão só seria tomada em circunstâncias extremas.
O que o Papa faz?
O Papa é o líder da Igreja Católica e chefe de Estado do Vaticano, escolhido por meio de um conclave formado pelos cardeais com menos de 80 anos. A eleição ocorre em sigilo na Capela Sistina, e o escolhido deve receber pelo menos dois terços dos votos.
O cargo é vitalício, mas, em casos excepcionais, o pontífice pode renunciar, como fez Bento XVI em 2013. Durante seu pontificado, o Papa é responsável por orientar os fiéis, nomear bispos, liderar celebrações litúrgicas e representar a Igreja globalmente. Seu mandato só se encerra com sua morte ou renúncia, sendo então iniciado um novo conclave para eleger seu sucessor.
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