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Incursão das forças israelenses deixa mais de dez mortos no sul da Síria

As forças israelenses mataram pelo menos 13 pessoas na sexta-feira (28), durante uma operação no sul da Síria, a mais mortal desde a queda do presidente Bashar al-Assad, há cerca de um ano. Essa operação visava, segundo Israel, um grupo islamista. Damasco denuncia um "crime de guerra".

28 nov 2025 - 11h12
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O Exército israelense informou ter ocorrido uma troca de tiros e indicou que seis soldados israelenses ficaram feridos, três deles gravemente, durante essa incursão no vilarejo de Beit Jinn. Desde que uma coalizão islamista assumiu o poder há quase um ano, Israel realizou centenas de ataques e conduziu incursões na Síria.

Escombros do ataque israelense no vilarejo de Beit Jinn, na Síria. Em 28 de novembro de 2025.
Escombros do ataque israelense no vilarejo de Beit Jinn, na Síria. Em 28 de novembro de 2025.
Foto: REUTERS - Ali Ahmed al-Najjar / RFI

O Ministério das Relações Exteriores da Síria denunciou como um "crime de guerra" a ação israelense realizada durante a noite no sul do país, que deixou pelo menos treze mortos, segundo um novo balanço das autoridades em Damasco. "A Síria denuncia (…) a agressão criminosa" do Exército israelense contra o vilarejo de Beit Jinn, afirma o Ministério das Relações Exteriores em comunicado. "Trata-se de um crime de guerra", acrescenta o ministério, segundo o qual a continuação desse tipo de operação visa "incendiar a região".

De acordo com a televisão síria, as vítimas são, em sua maioria, mulheres e crianças. Várias casas e a mesquita de Beit Jinn foram atingidas, e várias pessoas ainda estão presas sob os escombros.

Organização Jamaa Islamiya na mira de Israel

O Exército israelense havia anunciado mais cedo ter lançado, durante a noite, "uma operação destinada a prender suspeitos pertencentes à organização Jamaa Islamiya", que "preparavam ataques contra civis israelenses".

O grupo islâmico libanês Jamaa Islamiya é aliado do movimento palestino Hamas, cujo ataque, em 7 de outubro de 2023, desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

O prefeito da localidade, situada aos pés do Monte Hermon, Abdel Rahman al-Hamraoui, declarou à AFP que o Exército israelense havia realizado uma operação em Beit Jinn "para prender três moradores" do vilarejo. Ele acrescentou que "houve confrontos entre habitantes que tentaram resistir" e que, posteriormente, o Exército israelense "bombardeou a localidade com artilharia e drones", causando vítimas.

A televisão síria mostrou dezenas de famílias fugindo da região.

Incursão mais mortal realizada pelas forças israelenses

Segundo o diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahmane, "trata-se da incursão mais mortal desde que Israel começou a realizar operações fora da zona tampão no sul da Síria".

Desde a queda de Bashar al-Assad, Israel tem deslocado tropas para a zona desmilitarizada no planalto de Golã, além da linha de demarcação entre a parte desse território sírio anexada unilateralmente por Israel em 1981 e o restante da Síria.

Israel atribui uma "importância imensa" à sua presença militar nesta região na Síria, havia declarado em 19 de novembro o seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, durante uma visita a soldados israelenses posicionados na área, que, teoricamente, deveria estar sob controle da ONU.

Com RFI e AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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