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Impeachment de Lugo ameaça democracia do Paraguai, diz Unasul

26 jun 2012 - 16h17
(atualizado em 26/6/2012 às 21h28)
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Os chanceleres da Unasul afirmaram nesta sexta-feira que o processo de impeachment do presidente paraguaio, Fernando Lugo, ameaça a democracia do país. Os representantes dos países disseram que "as ações em curso poderiam ser compreendidas nos artigos 1, 5 e 6 do protocolo adicional da Unasul, configurando uma ameaça de ruptura à ordem democrática por não respeitar o devido processo".

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Mais cedo, em entrevista à emissora Telesur, o secretário-geral da Unasul, Alí Rodríguez, alertou que o Paraguai pode estar em meio a um golpe de Estado devido à "rapidez" do julgamento político do presidente do país, Fernando Lugo, e mostrou-se preocupado com um possível "processo de violência". "Tudo indica que uma decisão já foi tomada e que, pela rapidez com a qual os eventos estão acontecendo, poderíamos estar perante um golpe de Estado", declarou Rodríguez.

"Há muita gente concentrada em frente ao Congresso e ao palácio, e nosso temor é de que possam haver confrontos, um derramamento de sangue, que é, acima de tudo, o que queremos evitar na Unasul", acrescentou.

Os chanceleres da Unasul estão desde a noite de quinta-feira em Assunção depois de terem deixado o Rio de Janeiro, onde participavam da Rio+20. Os ministros das Relações Exteriores do bloco regional - integrado por Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela - realizaram reuniões com Lugo e com legisladores para tentar solucionar a crise.

O chanceler da Venezuela, Nicolás Maduro, disse que, caso haja uma quebra da ordem democrática no Paraguai, serão aplicados todos os tratados vigentes no Mercosul e na Unasul. "Viemos com a maior boa vontade. Lamentavelmente, não fomos ouvidos por aqueles que estão tomando essa decisão", referindo-se aos legisladores paraguaios que empreenderam o julgamento político contra Lugo, ressaltou Maduro no Palácio de Governo.

"Configura-se um fato que pode levar à ruptura da ordem constitucional", disse Maduro, enfatizando: "Viemos para apoiar a democracia paraguaia, o povo paraguaio e o presidente constitucional Fernando Lugo". Disse que os congressistas receberam com "silêncio" e "indiferença" o pedido feito pela Unasul. O veredicto do chefe de Estado será anunciado nas próximas horas.

Os presidentes dos países da Unasul decidiram enviar a missão de chanceleres e de representantes "para assegurar o direito de defesa da democracia" no Paraguai, havia explicado o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota.

Na última quinta-feira, o presidente Fernando Lugo foi acusado de "mau desempenho" em suas funções, em um julgamento promovido pela Câmara dos Deputados que, de acordo com calendário aprovado, será concluído hoje às 17h30 (Brasília) com uma sentença do Senado constituído como "tribunal". A origem do pedido de impeachment promovido pela Câmara dos Deputados foi a morte de 11 trabalhadores sem-terra e de 6 policiais em um confronto armado na última sexta-feira, em Curuguaty, 250 km a nordeste de Assunção, durante a desocupação de uma fazenda.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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