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Houthis afirmam ter atacado estações de petróleo sauditas e aeroporto de Riad

26 out 2026 - 08h54
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Resumo
Rebeldes houthis atacaram o aeroporto de Riad e o oleoduto Leste-Oeste na Arábia Saudita, ameaçando o fornecimento global de petróleo e encerrando a trégua mediada pela ONU. Em resposta, a coalizão saudita destruiu mísseis, túneis e postos do grupo pró-Irã no Iêmen. A escalada militar ocorre após avanços rebeldes perto do Mar Vermelho, enquanto autoridades de Arábia Saudita, Turquia e Paquistão articulam reuniões com Teerã para conter o agravamento do conflito na região.

Os houthis do Iêmen, alinhados com o Irã, afirmaram nesta ‌segunda-feira ter atacado estações de bombeamento de petróleo no oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita e o aeroporto de Riad, conforme o aumento das hostilidades sufoca o abastecimento de petróleo e ameaça se transformar em um conflito de maior proporção.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen informou anteriormente que havia destruído dois lançadores de mísseis balísticos na capital, Sanaa, incluindo um ⁠usado para disparar um míssil em direção a Riad, que a coalizão afirmou ter interceptado.

Não houve ‌confirmação imediata da Arábia Saudita sobre os ataques dos houthis.

Os houthis vêm lançando mísseis balísticos e drones contra aeroportos, portos e instalações petrolíferas sauditas, transformando a Arábia Saudita — aliada ‌dos EUA — em um ponto de pressão nessa guerra mais ‌ampla.

Os houthis também afirmaram ter atacado o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, ⁠que retomou as operações em dois terminais no domingo, após um ataque reivindicado pelo grupo no início deste mês ter matado 13 pessoas — o mais letal no reino em mais de uma década.

Autoridades dos países signatários do Pacto de Meca — Arábia Saudita, Turquia e Paquistão — devem se reunir com autoridades iranianas em Teerã nesta segunda-feira para discutir a coordenação regional, segundo duas ‌pessoas a par do assunto.

As negociações planejadas seriam o primeiro contato de alto nível entre o ‌Irã e todos os membros ⁠do bloco de três ⁠nações desde que a Arábia Saudita passou a sofrer ataques cada vez mais intensos dos houthis do ⁠Iêmen, alinhados ao Irã.

ATAQUES NO IÊMEN

A Arábia Saudita ‌fechou temporariamente seu oleoduto Leste-Oeste, de ‌1.200 km, em setembro, como medida de precaução, após um ataque com drones que, segundo Riad e Bagdá, teve origem no Iraque. O oleoduto tem servido como rota fundamental para as exportações de petróleo do Oriente Médio, enquanto o Estreito de Ormuz ⁠permanece praticamente fechado devido à guerra.

Os houthis também afirmaram no sábado que tinham atacado o oleoduto Leste-Oeste, estações de bombeamento de petróleo bruto, uma instalação da Aramco em Yanbu e a refinaria de Rabigh. Não houve confirmação saudita dessas alegações.

A coalizão saudita informou na segunda-feira que também havia realizado uma operação militar contra ‌alvos dos houthis no Iêmen, destruindo cinco túneis usados para armazenar mísseis balísticos, quatro lançadores de mísseis balísticos e uma instalação de armazenamento de mísseis.

A operação também teve como alvo ⁠linhas de abastecimento dos houthis, combatentes e equipamentos militares ao longo das linhas de frente no Iêmen, disse o porta-voz da coalizão, Turki al-Maliki, prometendo a continuidade de "medidas operacionais dissuasivas" para proteger os civis.

A Arábia Saudita intensificou seus ataques contra os houthis desde que o grupo capturou áreas estratégicas ao longo da costa do Mar Vermelho do Iêmen no mês passado, avançando em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, uma rota marítima global fundamental para os produtores de petróleo do Golfo, localizada do outro lado da Península Arábica em relação ao Estreito de Ormuz.

Os confrontos recentes encerraram efetivamente uma trégua mediada pela ONU que vinha sendo mantida em grande parte desde 2022. A Arábia Saudita liderou uma coalizão na guerra civil do Iêmen em 2015 para apoiar o governo reconhecido internacionalmente, um ano depois que os houthis tomaram a capital, Sanaa.

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